O cybersquatting, o phishing, a falsa associação de nomes e a fraude por clique são as ameaças mais sérias para as empresas ou entidades detentoras de marcas registadas, com presença na Internet.



O alerta é da MarkMonitor, uma empresa que fornece soluções de segurança para empresas e que mantém o índice Brandjacking. É de acordo com a última edição da tabela, precedida de um inquérito realizado ao longo de quatro semanas, que as quatro ameaças informáticas se apresentam como as mais sérias a ter em conta pelas empresas.



O cybersquatting é o acto através do qual são adquiridos nomes de domínio iguais às designações de empresas ou projectos, com o objectivo de revenda a preços significativamente mais elevados. Já o phishing designa a actividade de procurar recolher dados pessoais e de acesso a contas bancárias, por exemplo, falseando uma mensagem de email com esse pedido, em nome de uma entidade como um banco ou outro.



A fraude por clique, por seu lado, é usada para enganar o utilizador que acredita ir receber por cada clique feito em determinados sites ou produtos. Finalmente, o estudo identifica a fraude por associação, ou kiting, que designa a tentativa de criar sites com designação identifica a de marcas reais com o mesmo propósito de enganar o utilizador.



Num período de quarto semanas, como aquele em que decorreu a pesquisa realizada em Abril e extensível a vários sectores de actividade, uma marca chega a receber 286 mil tipos de ataques cybersquatting.



No mesmo período, a chamada fraude por clique foi identificada 50.743 vezes, enquanto as fraudes directamente relacionadas com o comércio electrónico foram identificadas 21.093 vezes. Os ataques com recurso à falsa associação foram detectados mais de 11 mil vezes.



De acordo com a empresa responsável pelo estudo as empresas de Internet são as mais visadas pelas tentativas de ataque de cybersquatting, enquanto os bancos são os principais alvos dos ataques de phishing e de kiting, revela a Reuters que avança a notícia.



A empresa afirma ainda que só no mês de Março os ataques de phishing aumentaram 104 por cento e acrescenta que pelos seus registos naquele período, 229 marcas, na maior parte financeiras, foram alvos de ataques.



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