Pese embora a crise financeira, a vontade de consumir entre os europeus, e nomeadamente em Portugal, mantém-se. Entre as estratégias para aumentar a capacidade de compra, o comércio electrónico surge como um dos principais recursos a considerar, segundo o estudo "O Observador Cetelem 2009", promovido por aquela instituição de crédito.

De acordo com os dados divulgados esta manhã, a Internet seria a quarta hipótese escolhida (67%) pelos europeus dos 13 países inquiridos com o objectivo de aumentar a sua capacidade de consumo.

O pódio é ocupado, em primeiro lugar por "Diminuir as despesas nas rubricas que se consideram menos prioritárias", em segundo, por "Recorrer ao hard-discount" e em terceiro lugar, nas estratégias para tentar aumentar a capacidade de consumo, os europeus considerariam "Recorrer ao low-cost".

Entre os países inquiridos que mais citam o comércio electrónico estão a República Checa (85%), onde a hipótese surge em segundo lugar, a Alemanha (84%) e o Reino Unido (82%). Pelo contrário, a Rússia (53%), a Bélgica (48%) e a Sérvia (34%) são os menos dispostas a servir-se da Internet para consumir mais.

Intenções de compra alteradas

Na hipótese do poder de compra diminuir ao longo do ano, tal como se prevê, o equipamento electrónico será um dos bens mais dispensáveis (6%), ocupando a quinta posição de uma lista com 14 itens. As telecomunicações surgem em nono lugar (5%).

Refira-se que a percentagem de famílias portuguesas que diminuirá as suas despesas de telecomunicações se o poder de compra baixar é de oito por cento, ligeiramente superior à média europeia.

Relativamente às intenções de compra para 2009, os computadores são um dos poucos sectores na Europa que estão em ligeira progressão, nomeadamente considerando sectores como a electrónica e os telemóveis, cuja intenção de compra baixou, em ambos os casos, dois por cento.

Segundo os dados apurados pela Cetelem mediante os 10 mil europeus inquiridos para a edição de 2009 de "O Observador", as intenções de compra através da Internet vão descer quase unanimemente, nomeadamente as viagens, a informática e electrónica e os electrodomésticos.

A procura de produtos culturais vai manter-se estável e apenas as intenções de compra online de bens alimentares vai aumentar.

A análise refere que os campeões europeus nas compras electrónicas deste tipo de produtos continuam a ser incontestavelmente os britânicos, mas as progressões são particularmente significativas em Portugal e Espanha, à medida que estes países recuperarem em termos de utilização de computadores e acesso à Internet e que os agentes da grande distribuição passem a disponibilizar o serviço, salienta a Cetelem.

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