O sucesso na adopção e utilização das Tecnologias da Informação entre as pequenas e médias empresas nacionais está associado combinações de factores determinantes, que são por um lado, o desenvolvimento de competências na área (recursos humanos e cognitivos) na empresa ou em empresas associadas, e por outro, as perspectivas e atitudes da administração face a essa adopção e utilização dos sistemas de informação, defende Mário Caldeira do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), de Lisboa, numa investigação realizada para uma tese de doutoramento.
O objectivo principal da investigação foi a identificação dos factores inibidores e impulsionadores de uma adopção bem sucedida de sistemas de informação ou tecnologias de informação (SI/TI) nas PMEs da indústria portuguesa, tendo o autor analisado empresas de diferentes indústrias.
Mário caldeira defende que o papel assumido pelos responsáveis de gestão, administração e consultoria das empresas é um factor determinantes, sendo o envolvimento pessoal ou muito próximo dos responsáveis referidos nos processos de implantação de sistemas de informação decisivo
A investigação indica que nas empresas com maior sucesso a pessoa a cargo das TI era simultaneamente o director fabril ou um profissional ligado à área dos sistemas de informação, enquanto nas empresas sem sucesso, a pessoa responsável pelas TI era normalmente o director administrativo ou financeiro.
As relações de tipo mais pessoal e próximo - e menos de tipo contratual - na base da aquisição de TI, e o envolvimento activo dos administradores na selecção, avaliação e negociação de soluções tecnológicas em colaboração com os profissionais qualificados são outro factor que se revelou importante.
Os dados reunidos mostram que a criação de soluções pela empresa, através do desenvolvimento interno de competências, se revelou uma vantagem competitiva. As empresas com mais sucesso na adopção e utilização de tecnologias de informação foram aquelas que desenvolveram competências únicas (software exclusivo). Por outro lado, nos casos menos bem sucedidos, os administradores procuraram soluções de terceiros e não desenvolveram competências internas.
O facto de as empresas de menores dimensões possuírem potencialmente uma flexibilidade e capacidade de decisão rápida – que significam vantagens relativamente às empresas de grandes dimensões - pode também ser importante na adopção e utilização de soluções de TI inovadoras, refere o investigador do ISEG.
Mário Caldeira defende assim que as razões do sucesso alcançado por empresas de recursos limitados prendem-se com as capacidades de inter-relacionamento estabelecido pela administração da empresa, e não com factores de diferenciação tecnológica.
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