O sector das Tecnologias de Informação (TI) é responsável por 17 por cento das empresas que conseguiram crescer no mercado nacional em 2010, apesar da conjuntura económica de crise, revela o estudo "Radiografia das PMEs em Portugal", apresentado hoje pela Sage Portugal.

De acordo com a análise conduzido pela especialista em software de gestão empresarial, 37 por cento das 500 empresas nacionais que responderam ao inquérito - entre as quais se encontram clientes e não clientes da Sage - apresentaram crescimento durante o ano passado.

Os serviços (26%) e comércio (22%) são os sectores mais representados neste grupo de negócios bem sucedidos, seguidos pelas empresas de TI, num cenário em que a "motivação dos colaboradores" e a "inovação" são identificados como os principais factores no desenvolvimento da estratégia de crescimento.

Sessenta e seis por cento das empresas que conseguiram crescer identificaram ainda ser importante, no momento que se vive, investir em Tecnologias de Informação (66%), formação (74%) e inovação (65%).

No que respeita a factores que "justificam" o seu crescimento, a "qualidade dos produtos e serviços" é apontada como determinante por 28 por cento dos inquiridos, seguida da apresentação de soluções "diferenciadoras da concorrência" (23%) e "orientação a clientes" (22%).

Destas empresas, que têm entre um e dez trabalhadores (tal como cerca de 70 por cento das empresas no país, segundo o CEO da Sage), 66 por cento cresceram mais de 10 por cento durante o ano que passou e 35 por cento prevê aumentar o seu volume de negócios em 2011.

Sage Portugal cresce em 2010 e no primeiro semestre de 2011

Os resultados da análise foram divulgados durante a conferência anual da Sage Portugal, em que a empresa apresentou os resultados do último ano fiscal (terminado em Setembro) e do primeiro semestre de 2011, que fechou em Março.

Durante o ano de contas que terminou em Setembro de 2010, a empresa facturou 12,2 milhões de euros, crescendo 13 por cento e ganhando 6.900 novos clientes, anunciou o CEO da empresa. Jorge Santos Carneiro destacou ainda a positiva taxa de renovação de contratos com clientes, que se situou nos 78 por cento.

Nos primeiros seis meses do corrente ano fiscal, a Sage Portugal cresceu 8 por cento, atingindo um volume de negócios de 6,6 milhões de euros e ganhando 4.700 novos clientes. A empresa conta agora com 94.000 clientes registados, dos quais 55.500 assinam contratos de manutenção e suporte - um crescimento de 6,7 por cento face a um ano antes.

Entre os planos para 2011 destaca-se o lançamento de uma nova solução, apoiada na computação na nuvem e no modelo de comercialização de software as service , previsto para "Setembro ou Outubro", revelou o responsável, sem adiantar mais detalhes sobre o produto.

Os "conected services" são outra das novidades destinadas a aproximar os utilizadores das potencialidades da cloud. A solução, destinada a clientes que não querem abandonar os modelos de software de gestão que usam, adapta e transforma as aplicações de desktop em aplicações que tiram partido da ligação à Web para ganharem novas funcionalidades e serviços. Os dados mantêm-se no PC mas recorre-se também à Web, explicou um dos responsáveis pelo projecto.

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