Segundo dados avançados pelo Observatório das Ciências e Tecnologias em Fevereiro último, no ano de 2001 a percentagem de empresas em Portugal com Website próprio era de trinta e quatro por cento enquanto 75 por cento tinha acesso à Internet. O estudo "eBusiness: Análise do Mercado e Tendências de Investimento, 2001-2005", recém publicado pela IDC Portugal, apresenta números mais desanimadores com apenas trinta e cinco por cento das empresas portuguesas a possuir acesso à Internet e menos de 10 por cento um Website.

De acordo com este relatório da IDC, apesar de maior parte das grandes empresas já usufruírem do acesso à Internet, mais de sessenta por cento das pequenas e médias empresas ainda não adoptou este sistema verificando-se ainda uma atitude céptica por parte dos empresários face à utilização da Net, mesmo como instrumento de disponibilização de informação sobre a empresa.

O estudo indica também que apesar de mais de metade das grandes empresas já ter implementado um Website, quando se fala de comércio electrónico o cepticismo é ainda maior já que apenas 5,7 por cento dos Websites possuem aplicações de comércio electrónico.

A IDC identificou ainda alguns segmentos de mercado com grande necessidade de soluções de integração e relaciona esta falta com a complexidade e morosidade de reengenharia organizativa e processual e com a dimensão dos custos deste tipo de projectos.

Apesar de compráveis em termos de objecto de estudo, as análises do Observatório das Ciências e das Tecnologias e da IDC Portugal têm metodologias diferentes. O primeiro é realizado em conjunto com o Instituto Nacional de Estatísticas e abarca uma amostra de mais de 8 mil empresas, enquanto o da IDC
foi aplicado a uma amostra de 627 empresas "consideradas representativas de todas as empresas portuguesas com um ou mais empregados".

Contactado pelo TeK, Gabriel Coimbra, gestor de pesquisa da IDC Portugal, defende que "o mais importante é averiguar a população alvo de cada estudo", contando o da IDC com uma precisão de mais ou menos 4 por cento, numa amostra representativa de todas as empresas portuguesas com um ou mais funcionários. Este responsável ressalva ainda que o "peso das empresas com menos de 10 funcionários, onde a penetração da Internet é muito baixa, é muito elevado, factor que influência os resultados globais."

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Nota da Redacção: Esta notícia foi alterada para conter mais dois parágrafos que explicam a metodologia dos dois estudos referidos.

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