A Ericsson e a STMicroelectronics anunciaram o fim da parceria que em 2008 levou as duas empresas a constituir um novo negócio conjunto para desenvolver plataformas de processamento e chips para o mercado móvel.



A decisão implica o despedimento de 1.600 colaboradores, no leque de 4.450 que integravam a companhia. Implica ainda custos já contabilizados pelas empresas, para terminar com a entidade criada conjuntamente e reintegrar em cada uma das suas estruturas a atividade que tinha passado para a joint-venture.



A STMicro prevê despesas de 350 a 450 milhões de dólares para a restruturação e encerramento da atividade. A Ericsson já colocou no balanço de 2012 uma verba superior a 500 milhões de dólares.



A empresa criada pela STMicro e pela Ericsson nunca conseguiu obter resultados positivos. A concorrência asiática, suportada em modelos de negócio fortemente apoiados em contratos de outsourciong, tornam mais fáceis mudanças rápidas e adaptação a novas exigências de mercado.



A empresa formada pelas duas entidades europeias nunca conseguiu responder a esta agilidade e já há muito que vinha procurando alternativas para evitar o ritmo de perdas a que eram sujeitas. Na impossibilidade de encontrar outras soluções a decisão acabou por ser a de terminar com a parceria.



A colaboração entre as duas organizações vai no entanto manter-se, com a STMicro a garantir que continuará a dar resposta aos clientes da Ericsson.



A empresa detida em partes iguais pela Ericsson e pela STMicro é a ST Ericsson. A mais recente novidade lançada pela estrutura foi a renovada versão da NovaThor, uma plataforma para sistemas móveis que integra um processador de quatro núcleos a 3 GHz e um modem LTE Advanced.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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