As poupanças alcançadas durante o ano passado são divididas em TIC e não TIC: as que resultam diretamente da utilização de ferramentas tecnológicas e as que são uma consequência da reorganização dos serviços informáticos da Administração Publica.



No primeiro grupo (TIC) foi possível reduzir a despesa em 77,3 milhões de euros. No segundo (não TIC) as poupanças alcançadas totalizaram os 53 milhões de euros, revelou ao TeK André Vasconcelos, representante da AMA na comissão executiva do PGETIC.



Os ministérios que mais contribuíram para o valor global de poupança atingido foram a Administração Interna (52,9 milhões de euros), o Ministério da Justiça (29,3 milhões de euros) e o Ministério da Saúde (22 milhões de euros).



Entre as três estruturas, o Ministério da Justiça foi aquele que conseguiu ir mais longe na redução da despesa directamente relacionada com o uso de Tecnologias de Informação: foram gastos menos 25,5 milhões de euros, valores que comparam com a despesa realizada durante o ano de 2011, referência para todos os indicadores analisados.



O Plano Global Estratégico de Racionalização e Redução de Custos com as TIC no Estado foi apresentado em 2012 e definia um conjunto de medidas e eixos de intervenção, para reorganizar as estruturas TIC do Estado e poupar custos. Em meados de 2014 a estratégia foi revista para se centrar em 4 áreas principais e as poupanças obtidas no ano passado resultam da intervenção nesses domínios.



Neste universo a reorganização da função informática dos ministérios, a renegociação de contratos (nomeadamente de software e comunicações) e a implementação de medidas de redefinam a forma como o Estado usa serviços TI e de comunicações, assumem destaque. Outro elemento importante nas contas apresentadas pelo Governo é o efeito da regra que faz passar pela AMA qualquer intenção de investimento dos ministérios na área das TIC, uma das medidas introduzidas com o plano.



A Agência para a Modernização Administrativa passou a fazer uma avaliação prévia dos projectos e despesas TIC em toda a AP, medida justificada com a necessidade de alinhar os investimentos com a estratégia pública.



Desde Setembro de 2012 passaram pelo sistema de avaliação 3.024 pedidos de parecer para projectos no valor de 556 milhões de euros. Do processo resultaram poupanças de 18 milhões de euros, por despesa TIC não concretizada ou readequada.

Nas poupanças apuradas pela equipa do GPTIC (Grupo de Projeto para as Tecnologias de Informação e Comunicação) para 2014, não estão ainda refletidos os números do ministério das finanças, que vão acabar por influenciar o valor final.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

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