Um estudo divulgado hoje pela KPMG conclui que se as companhias de média querem vencer os piratas dos direitos de autor que colocam em causa os seus negócios, devem concentrar-se menos na protecção dos seus conteúdos na Internet, procurando em contrapartida encontrar formas de ganhar dinheiro com as músicas e os filmes digitais, refere uma notícia da agência Reuters.



A empresa de consultoria financeira afirmou que a responsabilidade por descobrir novos modelos de negócio no mundo digital cabe aos quadros de direcção e não apenas aos gestores de nível intermédio. De acordo com as analistas, este problema da violação dos direitos de autor, que representa anualmente entre oito e dez mil milhões de dólares (entre 8,15 e 10,18 mil milhões de euros) de receitas perdidas, deveria ser uma questão dos executivos de topo da empresa.



Desde meados dos anos 90, altura em que o desenvolvimento exponencial da tecnologia alimentou a tendência para colocar na Web músicas, filmes, programas televisivos e livros, que as principais editoras, companhias discográficas e produtoras se centraram na criação de software e hardware que previne que os utilizadores copiem ilegalmente conteúdos digitais e os revendam.



A indústria musical tem sido a mais atingida, com a descida enorme das vendas de CDs nos últimos anos e os serviços online Peer-to-Peer que são utilizados principalmente por pessoas que trocam gratuitamente faixas de músicas em formato digital.



Também as editoras não recolheram os pagamentos de royalties que lhes eram devidos por parte dos serviços online de partilha de músicas, como aconteceu com as estações de rádio. Em alternativa, lançaram sites Web de subscrição de forma a responderem à concorrência do Napster, Gnutella, entre outros, mas não conseguiram ir de encontro às suas expectativas iniciais.



A mesma situação está rapidamente a alastrar-se para os filmes, apesar da distribuição de conteúdo vídeo digitais ser prejudicada pelas lentas ligações à Internet que ainda predominam na maior parte dos lares.



Contudo, o estudo da KPMG que inquiriu cerca de 40 executivos de topo pertencentes às maiores companhias do sector, pequenos produtores independentes e empresas com actividades na Web revela que os inquiridos centram-se em software de encriptação e outras tecnologias para atacar os piratas, em vez de procurarem agradar aos consumidores.



Segundo o documento, 81 por cento dos executivos baseiam-se na encriptação para impedir a pirataria. Os analistas da KPMG aconselham que, com vista a criar novos modelos de negócio, os conteúdos digitais da companhia devem em primeiro lugar ser avaliados adequadamente.



O estudo descobriu ainda que actualmente, apenas 43 por cento das companhias disponibilizam parte dos seus conteúdos online em formato digital e que 57 por cento dos executivos reconheceram que não possuem um processo de análise em vigor para determinar que tipo de conteúdos digitais deve ser considerado como propriedade intelectual.


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