O estudo que revela os indicadores de utilização de Tecnologias de Informação nas empresas, apresentado na quinta reunião da Comissão Interministerial para a Sociedade da Informação – CISI –, "Inquérito à utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação nas empresas 2000-2001" chama atenção, entre outros aspectos, para o crescimento do número de empresas que têm pelo menos um computador e que já representam actualmente 89 por cento, enquanto que em 2000 a percentagem era de 82 pontos percentuais. No entanto, fica também demonstrada a necessidade de investir mais nesta área de modo a ser possível acompanhar os países mais adiantados nesta área.



Para este relatório, da responsabilidade do Observatório das Ciências e Tecnologias, já havia sido efectuado um questionário sobre a utilização das TIC nas empresas entre os meses de Junho e Outubro de 2000, que foi recentemente reforçado com um outro sobre o comércio electrónico entre Maio e Setembro de 2001.



Em relação aos resultados desta análise salienta-se o facto de 2000 para 2001 o número de empresas que utilizava o ecommerce para adquirir ou vender bens e serviços ter aumentado de 8 por cento para dezoito por cento – apesar de 40 por cento ainda considerar que existem bens e serviços que não podem ser transaccionados através da Net –, assim como o número de empresas com ligação à Net que passou de 55 por cento para 75 por cento - enquanto a presença na Net cresceu de 26 por cento para 37 por cento. Quanto à percentagem de trabalhadores que têm acesso à rede, esta subiu de 11 para 18 por cento, e os que utilizam o computador aumentou de 34 para 37 por cento.



A crescer está também a percentagem de utilizadores do correio electrónico, de 61 por cento para 84 por cento de 2000 para 2001. A mesma tendência seguem as empresas com Intranet – que de 25 por cento subiu para 36 por cento – e a utilização de redes exclusivas que aumentou de 8 por cento para 25 por cento.



Quanto às principais dificuldades os custos de adopção das TIC, as constantes actualizações dos programas e o baixo nível de conhecimento da parte dos quadros são as mais apontadas por parte dos empresários com 40 por cento, 22 por cento e 10 por cento, respectivamente.



Para quem optou por investir na tecnologia, o modo de ligação à Net eleito por 56 por cento no ano passado era o modem analógico, seguido pelo ISDN com 40 por cento. A procura de informação é para 94 por cento dos inquiridos a actividade principal na Internet, seguida com 72 por cento pela comunicação com outras empresas e organismos públicos, ou serviços financeiros com 60 por cento. As actividades de formação e educação surgem no fim da lista com apenas 13 por cento, talvez a justificar a falta de competência dos quadros.



Mas, este estudo procurou também descobrir quais as principais razões para as dificuldades na utilização da Net surgindo logo em primeiro lugar a insegurança com 30 por cento. A lentidão do processo e o custo de manutenção e desenvolvimento dos sites obtêm a mesma percentagem de 12 por cento. Com 10 por cento surgem lado a lado o custo de implementação e os custos dos acessos. Apenas 1 por cento considera a rede muito complicada.



A dificuldade no sector dos recursos humanos é, sem dúvida, um dos entraves ao desenvolvimento das tecnologias de informação nas empresas nacionais. Uma percentagem de 58 por cento em 2000 e de 71 por cento em 2001 opta pela aquisição externa de serviços, ou então cerca de 45 por cento em 2000 e 62 por cento em 2001 prefere contratar a empresa fornecedora para a manutenção.



No que diz respeito ao "Inquérito ao comércio electrónico 2001" – realizado pelo Instituto Nacional de Estatística por protocolo com o Eurostat com a colaboração do Observatório das Ciências e das Tecnologias – foram apenas levadas em conta as empresas com um número de trabalhadores superior a 10 e dos sectores das Industrias Transformadoras, Comércio por Grosso e a Retalho, Alojamento e Restauração, Transportes, Armazenagem e Comunicações, Actividades Financeiras, Actividades Imobiliárias, Alugueres e Serviços prestados às empresas.



Desta forma as conclusões deste relatório afirmam que a média de empresas com computador nos países da União Europeia, no ano passado, é de cerca de 92,5 por cento, enquanto que em Portugal esta percentagem é de 89 por cento. O nosso país também se encontra perto da média europeia no número de empresas com ligação à Net, que é de 75 por cento em Portugal.



No entanto a nossa prestação piora nos aspectos seguintes e que se prendem com as empresas que estão na Net, cuja média da UE é de cerca de 45 por cento e a nacional de 37 por cento. Em relação às empresas que adquirem bens na Net em Portugal estas são cerca de 12 por cento, ou seja, um pouco atrás da média do resto da Europa que é 23 por cento. Por fim, Portugal tem menos de 10 por cento de empresas a vender bens e serviços na Net, enquanto que a média do espaço europeu é de 15 por cento.



De salientar que os países do norte da Europa obtêm na generalidade melhores resultados que o resto dos Estados Membros. A Finlândia, por exemplo, obtém a melhor classificação nos indicadores de empresas com pelo menos um computador com aproximadamente 97 por cento, e 92 por cento nas empresas com acesso à Net seguida de perto em ambos os casos pela Suécia.



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