Pela primeira vez na história, a taxa de crescimento do mercado de Tecnologias da Informação foi negativa em 2002, quebrando em 1,4 por cento para a Europa Ocidental e diminuindo 4,9 por cento no espaço português, segundo as últimas estimativas da IDC Portugal, revistas em baixa.



O hardware foi o sector mais afectado em ambos os mercados, com variações de -8,6 por cento e de -13,2 por cento, na Europa e em Portugal, respectivamente. Embora mantendo um crescimento positivo, o segmento do software viu o seu índice fortemente reduzido, quando, no caso português, o crescimento passou dos 13 por cento, registado em 2001, para 3,2 por cento, no ano que agora findou.



O segmento que menos sofreu, segundo a IDC, foi o dos serviços, que no mercado português registou uma redução de apenas 1,8 por cento, dos 8,9 por cento para os 7,1 por cento.



Para a consultora, a persistência de um clima económico adverso ao longo de 2002 e a ausência de previsões de uma retoma económica a curto prazo acentuaram a deterioração dos índices de confiança das empresas e dos consumidores, refere em comunicado, acrescentando que a ameaça de guerra no Iraque veio aprofundar a crise.



O final de 2002 trouxe, pelo menos a nível europeu, o retorno do sector de hardware a terreno positivo, após quinze meses consecutivos de declínio, mas os sinais de dificuldades mantêm-se, refere a IDC. Ao mesmo tempo, predomina a tendência de procura de projectos de curto tempo de implementação - contrariando as até aqui tradicionais iniciativas de carácter complexo e de longa duração -, e o alargamento dos ciclos de decisão e, como reflexo disso, permanece a diminuição das receitas na comercialização de equipamento e de software, atingindo-se índices preocupantes, acrescenta a consultora.



Segundo a IDC, é no entanto expectável que ao longo deste ano se inicie uma lenta recuperação gradual do investimento, admitindo que em 2004 se poderá retornar a um clima saudável. A consultora salienta contudo que não se deverá esperar que as taxas de crescimento atinjam os mesmos níveis verificados no ano 2000.



A IDC espera igualmente que alguns sectores mostrem já em 2003 resultados mais interessantes, prevendo a subida de receitas em comercialização de equipamento, fundamentalmente influenciada pelo crescimento da procura de dispositivos móveis; a recuperação da área de serviços, designadamente na área de outsourcing e a retoma do software, especialmente no campo aplicacional.



Além da realização de uma sondagem junto de 428 empresas portuguesas em Janeiro e Fevereiro de 2003, as conclusões e estimativas apresentadas tiveram como base informações recolhidas junto dos principais fornecedores de Tecnologias de Informação, conciliadas com as definições da IDC, ressalva a consultora no comunicado.



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