A Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgou os resultados provisórios do inquérito ao potencial científico e tecnológico nacional, tendo como base as metodologias utlizadas pelo Eurostat e OCDE. O relatório mostrou que a despesa total em Investigação e Desenvolvimento (I&D) atingiu o valor de 2.563 milhões de euros em 2017, o que representa 1,33% do PIB. Segundo o documento, estes valores reforçam a tendência de crescimento verificado em 2016 e a convergência com a Europa.

Relativamente aos dados registados em 2015, a despesa em I&D aumentou 7,2%, correspondente em 175 milhões de euros. Em 2016 a despesa tinha sido de 2.389 milhões de euros, representando 1,29% do PIB, e em 2015 tinha sido de 2.234 milhões de euros, 1,2% do PIB.

Segundo o relatório, este crescimento foi evidenciado no sector empresarial, com um crescimento de 138 milhões de euros, correspondendo a 12% entre 2017 e 2016. Em 2017 atingiu os 1.295 milhões de euros, face aos 1.157 milhões em 2016 e 1.037 milhões em 2015. O crescimento supera em 16% o que já havia registado em 2016 e 2015.

A despesa em I&D das empresas atinge cerca de 0,67% do PIB (face aos 0,61% de 2016 e 0,58% de 2015) e das instituições privadas sem fins lucrativos cerca de 0,02% do PIB. Estes valores representam o total de 52% da despesa nacional total em I&D. Foi também registado um crescimento de 2,2% no sector do Ensino Superior em 24 milhões de euros, no total de 1,092 milhões de euros (face aos 1.068 milhões em 2016), representando cerca de 0,57% do PIB.

O documento explica que o aumento da despesa privada em Investigação & Desenvolvimento deve-se ao crescimento do emprego qualificado nas empresas e um esforço em acompanhar o desenvolvimento científico e a capacidade tecnológica em Portugal. Foi também destacado o papel do Estado, no compromisso de prioridade ao desenvolvimento científico e tecnológico, através dos programas do governo “Compromisso com a Ciência e o Conhecimento" e “Estratégia de Inovação Tecnológica”.

O estudo revela que o número de investigadores na população ativa cresceu para 8,5% em 2017, registando 44.322 investigadores medidos em equivalente a tempo integral (ETI), mais três mil que em 2016. O Ensino Superior tem 27.435 investigadores em ETI, representando 62% do total, enquanto o sector privado inclui 14.948, para 34% do total. No Estado, o número de investigadores representa 3% do total, com 1.453 ETI em 2017.

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