O Governo chinês proibiu a compra de equipamentos Apple para os elementos da Administração Pública, tudo por causa de razões de segurança nacional. A partir de agora os iPad e iPad Mini, bem como os Macbook Air e Macbook Pro, constam na lista negra de equipamentos que não podem ser usados por governantes chineses.



Desta forma o Governo chinês quer limitar a influência que as empresas ocidentais podem ter no país. Depois do escândalo da NSA há também o receio de que produtos norte-americanos possam estar talhados para executar tarefas de espionagem.



A proibição vem através de uma limitação nas compras que são feitas pela AP chinesa: numa versão mais simples da história, os produtos da Apple não podem ser comprados com dinheiro público.



Ainda que não haja uma ligação direta, não é certo como é que a medida governativa pode ter impacto ao nível de consumo – o não uso de equipamentos por questões de segurança pode afetar a perspetiva dos consumidores relativamente aos gadgets e à marca.



No último trimestre fiscal a China foi responsável por 16% das receitas que a Apple conseguiu – a venda de iPad no território foi 50% superior à do ano passado, enquanto a comercialização dos Mac cresceu perto de 40%.



A China é atualmente o mercado que todas as empresas querem dominar, devido ao grande número de potenciais utilizadores. A defesa de equipamentos e marcas próprias tem surtido efeitos, sendo que nos últimos dias a Xiaomi foi coroada como a empresa que mais vende em território chinês, subindo à quinta posição mundial na venda de smartphones.



A inclusão de equipamentos Apple na lista negra do Governo chinês está a ser relatada pela Bloomberg e é apenas mais um caso: em maio o uso do Windows 8 por membros do Governo também foi proibido e ainda esta semana surgiram relatos de que as empresas de segurança Symantec e Kaspersky também deixariam de poder equipar as máquinas do Governo chinês.



Atualização: O Governo chinês desmentiu no dia 8 de agosto os relatos de que os produtos da Apple tinham sido banidos do uso governativo. De acordo com a Reuters, que também fez o relato original, os produtos da Apple não podiam ser banidos porque nunca tinham participado em nenhum concurso da Administração Pública chinesa.



Nota de redação: Notícia atualizada com o desmentido do Governo chinês


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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