Cerca de 35 por cento de todo o software empresarial instalado ao longo do ano passado foi obtido ilegalmente. A conclusão é de um estudo da Business Software Alliance (BSA), conduzido pela IDC, que afirma existir uma ligeira estagnação na taxa de pirataria informática de há três anos a esta parte.



Numa análise aos principais mercados, a pesquisa indica que na China, a taxa de pirataria desceu 10 por cento nos últimos três anos, passando dos 92 por cento para os 82 pontos percentuais.



Os bons resultados das campanhas anti-pirataria na China foram contrariados pelo aumento da falsificação de software no Médio Oriente e em África. Nos Estados Unidos e na Europa Ocidental a taxa de pirataria fixa-se nos 36 por cento e nos 22 por cento, respectivamente.



A Arménia, a Moldávia e o Arzebeijão foram os países classificados como os principais utilizadores de software pirateado: apenas um em cada vinte programas eram usados legalmente.



Apesar da taxa de pirataria global ter baixado em 62 países entre 2005 e 2006, e de ter sido registado um aumento dos lucros em algumas das áreas mais afectadas por esta ilegalidade, as estimativas da BSA indicam que nos próximos quatro anos a pirataria cause perdas na ordem dos 133 mil milhões de euros aos vendedores do sector. Actualmente, por cada 1,47 euros gastos em software legítimo, 0,73 euros são "lucro para os piratas".



As conclusões deste estudo apontam para a necessidade de maior intervenção dos Estados e dos fabricantes. A imposição de leis mais rígidas, uma revisão das taxas impostas às empresas ou a implementação de maiores defesas contra a cópia ilegal são alguns dos passos que podem vir a alterar a situação mundial, diz a pesquisa.



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