Um estudo apresentado ontem em Madrid revela que apenas 7 por cento das microempresas espanholas (com menos de dez empregados) recorrem ao B2B para efectuar os seus negócios, o que corresponde a uma média de uma em cada vinte. Os dados apurados pelo estudo da Associação Espanhola de Comércio Electrónico revelam que os valores apurados deixam estas empresas muita atrás das companhias ligeiramente maiores, com 10 a vinte empregados, onde a média de utilização do B2B ascende a 14 por cento, avança a Europa Press.



Entre as microempresas que preferem realizar os seus negócios com recurso à Internet, cerca de 53 por cento consideram que a maior vantagem desta opção é a poupança de custos e redução do tempo necessário para fazer encomendas. Um serviço ao cliente melhorado é a segunda vantagens reconhecida pelos empresários espanhóis (cerca de 45 por cento).



Os negócios que ainda não recorrem a meios electrónicos apontam como principal razão o desconhecimento das principais vantagens desta ferramenta. Este aspecto foi apontado por 63 por cento dos inquiridos.



Para a associação, a elevada percentagem de empresas que alegam desconhecimento das vantagens do comércio electrónico explica que, entre estas, apenas 15 por cento admitam ter planificadas iniciativas nesse âmbito entre 2003-2004. Para 35,7 por cento estas iniciativas surgirão sob a forma de portal transaccional, enquanto 41 por cento pensam estender os seus serviços ao universo online.



No que respeita ao investimento a grande maioria das microempresas espanholas (três em cada quatro) não pretendem gastar mais de 30 mil euros em iniciativas de comércio electrónico.



A AECE desenvolveu este estudo para actualizar dados relativamente ao estado de desenvolvimento deste grupo de empresas no uso do comércio electrónico. A esta sondagem segue-se a concretização de um projecto que visa criar centros de inovação para incentivar e promover o B2B junto das PMEs espanholas. O projecto Ciceron conta com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e com uma verba de 67 mil euros.



O estudo versou apenas regiões de Espanha consideradas pela União Europeia como zonas de "Objectivo 1": Andaluzia, Valência, Galiza, Castilha e Leão, Canárias, Castilha e La Mancha, Astúrias, Murcia, Estremadura e Ceuta.



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