O abrandamento das economias mundiais afectou as grandes multinacionais do ramo da Tecnologia e Informação, que apresentam uma diminuição de resultados no terceiro trimestre de 2001. A Nokia e a Microsoft apresentaram uma quebra de lucros mas os resultados estavam dentro das expectativas, já que as empresas tiveram o cuidado de reduzir as previsões nos últimos meses.




A Microsoft registou no terceiro trimestre deste ano uma diminuição dos seus lucros de 42 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Para os três meses que precederam 30 de Setembro, que correspondem ao seu primeiro trimestre fical deste ano, a Microsoft apurou 1,28 mil milhões de dólares de lucros (284 milhões de contos ou 1,42 mil milhões de euros) de lucros.



O gigante de software consegui, no entanto, aumentar as receitas obtidas nas vendas em cerca de 6 por cento, facturando 6,13 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de contos ou 6,7 mil milhões de dólares), e acredita que o seu novo sistema operativo, o Windows XP possa ainda levar a um crescimento significativo do montante de vendas nos próximos trimestres.



A segundo a empresa, a quebra dos lucros foi devida essencialmente à estagnação das vendas de computadores e a elevados custos com investimentos e desenvolvimento. Estes valores que já tinham sido antecipados pelos mercados não penalizaram as cotações dos títulos da Microsoft em bolsa.



Por sua vez, a Nokia, o maior fabricante de telemóveis do mundo, também apresentou uma quebra de lucros. Apesar da empresa finlandesa apresentar uma redução de resultados económicos, o mercado bolsista reagiu positivamente e o valor dos seus títulos aumentou 5 por cento após o anúncio.



Os resultados líquidos da Nokia apurados para os três meses atingiram os 760 milhões de euros (152,37 milhões de contos), contra os 923 milhões de euros (185,05 milhões de contos) obtidos em igual período de 2000, o que representou um decréscimo de 18 por cento. Em termos de vendas, a Nokia estima uma boa recuperação durante a época do Natal apesar da redução de 7 por cento de volume de vendas que teve em relação ao terceiro trimestre de 2000.



A Nokia também aproveitou a apresentação dos seu resultados económicos do último trimestre fiscal para reiterar as suas previsões de um crescimento das suas vendas para 2002 na ordem dos 25 a 35 por cento.



A Apple Computer foi outra empresa que registou uma acentuada quebra de lucros, na ordem dos 61 por cento em relação ao mesmo periodo de 2000, mas que mesmo assim surpreendeu pela positiva o mercado que tinha antecipado resultados piores. Contudo a Apple prevê que neste trimestre o volume de vendas e os seus lucros voltem a cair.



Outras grandes empresas deste sector foram mais afectadas como a Sun Microsystems que reportou um prejuizo de 180 milhões de dólares (cerca de 40 milhões de contos ou 199,4 milhões de euros) durante este trimestre, quando no ano passado tinha obtido um lucro de 456 milhões de dólares.



No sector das dotcom a eBay surpreendeu pela positiva ao registar um aumento de lucros de 24 por cento, batendo as previsões mais optimistas dos analistas, conseguindo 18,8 milhões de dólares (4,1 milhões de contos ou 20,8 milhões de euros) de lucros e um volume de facturação de 194 milhões de dólares durante o trimestre.



O fabricante canadiano de equipamentos de telecomunicações Nortel foi igualmente uma das empresas mais penalizadas, num dos sectores que apresenta uma crise mais profunda. A Nortel revelou 3,5 mil milhões de dólares (cerca de 777 milhões de contos ou 3,8 mil milhões de euros) de prejuízos durante o terceiro trimestre, acumulando no seu ano fiscal cerca de 10 mil milhões de doláres de perdas.



O fabricante de computadores Gateway também foi bastante prejudicado pela conjuntura, apresentando 520 milhões de dólares (115 milhões de contos ou 576 milhões de euros) de prejuízos durante o terceiro trimestre. A empresa acumula já mil milhões de dólares de prejuízos para este ano fiscal e explica que a fraca procura de computadores aliada à restruturação em curso na empresa, assim como os ataques de 11 de Setembro prejudicaram bastante o seu desempenho económico.



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