O início do encerramento das actividades da falida KPNQwest, a operadora de comunicação de dados e fornecedora de acesso à Internet, estava marcado para sexta-feira passada, dia 19, mas tal não veio a verificar-se.



Segundo uma mensagem deixada pelo último grupo de funcionários no site da companhia, estão a ser efectuados "bons progressos" nas negociações para manter a empresa em funcionamento.



"Vamo-nos embora sem encerrar o sistema porque existe uma pequena hipótese de ser encontrada uma solução na segunda-feira de forma a permitir que as 53 pessoas ainda empregadas reiniciem as actividades", afirmou um gestor da operadora à Agência France-Presse.



Os administradores tentaram fazer com que os funcionários continuassem a trabalhar durante mais uns dias enquanto negociavam com a operadora holandesa de telecomunicações KPN, co-proprietária da KPNQwest que, ao que tudo indica, está interessada em adquirir partes da sua rede nos países da região Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), Grã-Bretanha e Alemanha.



Mas, os empregados afirmaram que as hipóteses de continuar as actividades da empresas dependem de demasiados detalhes legais. A falência da KPNQwest, quatro anos após o seu lançamento em 1998, numa altura em que o boom das telecomunicações estava no início, deixou na falência um grupo que em tempos valeu quase 90 euros por acção ou 40 mil milhões de euros.



A KPNQwest foi a maior operadora de dados para empresas na Europa, onde foi o principal fornecedor de acesso à Internet, com alcance global através de ligações com outras operadoras. Esta estrutura complexa disponibilizou uma rede de fibra óptica de 25 mil quilómetros, ligando 60 cidades na Europa com o resto do mundo.



A decisão dos bancos credores de cortarem o apoio financeiro, precipitando a falência da companhia a 31 de Maio, apanhou todas as partes envolvidas no negócio, detido em conjunto pela KPN da Holanda e a Qwest dos Estados Unidos, de surpresa, mesmo sabendo-se que as empresas-mãe estavam numa situação financeira fraca.



Com uma nova direcção, a KPN estava a tentar recuperar de um estado de quase falência em que caiu no ano passado, ao passo que a Qwest estava sob uma forte pressão financeira. Ambas as empresas recusaram-se a disponibilizar mais financiamentos à sua joint-venture, que estava a braços com uma dívida de mais de 1,8 mil milhões de euros.



Como já haviamos noticiado, esta falência da KPNQwest não atinge todas as filiais, que tomaram rumos separados, entre as quais se contam a KNQwest Portugal (veja Notícias Relacionadas).


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