A Nokia Siemens Networks está a ser processada num tribunal norte-americano por alegado apoio ao Estado iraniano em actividades de espionagem e perseguição dos cidadãos que se opõem ao regime.



O processo é da autoria de um activista iraniano que ainda se encontra preso e que considera contributos para a sua detenção e consequente tortura, a informação obtida pelos organismos governamentais do seu país, através da tecnologia fornecida pela Nokia Siemens Networks.



O homem, Isa Saharkhiz, que é representado pela sociedade de advogados Moawad & Herischi no Maryland, acusa a empresa e respectivas casas-mãe, a Nokia e a Siemens, de ajudarem o governo iraniano a violar direitos humanos.



No caso do queixoso foram as escutas às suas conversas telefónicas móveis que ditaram a detenção, ainda no rescaldo das polémicas eleições presidenciais no país, em 2009.



De acordo com a notícia avançada pela agência France Press, desde que foi detido Isa terá sofrido vários actos de tortura e o seu estado de saúde está neste momento muito debilitado, pela falta de tratamento aos ferimentos que resultaram das agressões físicas sofridas durante a prisão.


Na acção judicial o homem pede que a Nokia Siemens deixe de apoiar os esforços ilegais do governo iraniano para interceptar comunicações de opositores do regime. Pede ainda ajuda para a libertação do cativeiro.


Recorde-se que já em Março a prémio Nobel iraniana Shirin Ebadi falou no assunto considerando que a colaboração de empresas ocidentais com o regime de Teerão estava a minar todos os esforços da oposição.



"É o caso da Siemens e da Nokia", exemplificava em declarações à rádio France Culture, "quando envia para o Irão software e tecnologia de última geração, que é usada para monitorizar chamadas telefónicas e mensagens de texto".

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