Até final deste ano, a Novabase quer ter em funcionamento uma nova empresa: a Novabase Angola, que será criada em parceria com uma empresa local. A nova estrutura levará para África as competências da tecnológica nacional, sobretudo nas áreas de banca, telecomunicações, energia e transportes.
"Queremos ser líderes do mercado angolano dentro de alguns anos, porque acreditamos que tem potencial para essa aposta", revelou Luís Salvado, presidente executivo da empresa, em entrevista à Lusa.
O responsável revelou que a parceria será feita com a MicroCenter, uma empresa do grupo local António Mesquita com quem a Novabase já desenvolve projectos naquele país e que ficará com 50 por cento do negócio.
A Novabase está neste momento a desenvolver cinco projectos em Angola, embora, como o próprio responsável admite, a empresa mantivesse até agora uma postura "reactiva" naquele mercado, reagindo às solicitações de clientes.
A abertura de uma representação local visa explorar de forma mais proactiva as oportunidades que vão surgindo nas áreas já descritas, onde a empresa reconhece que as evoluções tem acontecido de forma muito rápida.
Na mesma entrevista, Paulo Salvado garantiu ainda que a Novabase não tem interesse em comprar a Reditus "porque é um player que não se encaixa na nossa estratégia". Recorde-se que a empresa tem respondido por diversas vezes à questão das "compras" sublinhando que se mantém atenta a eventuais possibilidades que surjam no mercado. A empresa portuguesa liderada por Moreira Rato parece não encaixar nesse perfil.
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