A Fundação Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, recebeu hoje mais um evento Q-Day, promovido pela produtora de software Quidgest, este ano subordinado ao tema “Portugal – Sun, Sea & Software”.

Durante esta manhã, João Paulo Carvalho, senior partner da Quidgest, lamentou a grande dependência que se verifica hoje relativamente ao software de origem estrangeira. Aludindo a uma “parolice tecnológica”, o responsável disse que dois terços dos investimentos em sistemas de informação são alocados à importação de produtos de outros países.

Segundo João Paulo Carvalho, o software português “é impedido de competir”, devido à primazia dada ao que vem de fora, o que é “completamente suicida”.

Francisco Velez Roxo, Professor da Universidade Católica Portuguesa, subiu ao palco da Culturgest e disse que Portugal tem um grande potencial para singrar naquilo a que apelida de “Digindústria”, uma aglutinação dos nomes Digital e Indústria.

No entanto, o orador sublinhou que o país hoje é um “parceiro menor” da Globalização, recordando o papel pioneiro que Portugal teve durante a época dos Descobrimentos. “Recriar” é a palavra de ordem, segundo Velez Roxo, para que o país deixe de estar “à deriva” e assuma, uma vez mais, um papel de destaque no mundo globalizado que ajudou a criar.

Mas tornar o mercado mais competitivo não é tudo. Isso é apenas a primeira metade da equação, de acordo com o economista José Félix Ribeiro. O fortalecimento da competitividade gera défices financeiros, e por isso também é imperativo criar atratividade para mitigar esses "vácuos". Para que isso se consiga, afirmou o economista, o investimento externo é essencial.

José Félix Ribeiro sublinhou que Portugal tem uma cultura industrial bastante enraizada e que está pejado de boas instituições universitárias, bons centros de investigação e bons profissionais. “Todos ligados a redes internacionais”, salientou.

Por sua vez, Idalécio Lourenço, chamou a atenção para a importância de definir o papel do Estado no mercado português de software, se como produtor, se como investidor, se como exportador.

O jornalista e analista de informações e de estratégia frisou ainda que o software é um fator de crescimento do país e é preciso assegurar que os bons talentos formados em Portugal possam ser conservados, através de melhores condições no setor.

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