A virtualização, convergência nas telecomunicações e globalização dos serviços são alguns dos factores que podem gerar novas ondas de choque no mercado das Tecnologias de Informação nos próximos anos, colocando novos desafios aos gestores de sistemas de informação. A ideia é defendida por Roberto Masiero, presidente da IDC para a EMEA, que garante não se estar a entrar numa fase de estabilização, apesar da tendência de recuperação a que se assiste nos últimos anos.

O responsável pelo negócio da Europa, Médio Oriente e África da consultora falou aos jornalistas sobre as principais tendências observadas no mercado europeu e os factores que influenciam a sua evolução face a outros mercados, como o norte-americano e o japonês.

Entre as ondas de choque esperadas, Roberto Masiero aponta a crescente complexidade de elementos que têm de ser geridos pelos CIOs, devido ao crescimento do número equipamentos ligados à rede, que serão mais de 8 mil milhões em 2015, enquanto as transacções de comércio electrónico vão crescer das 24 milhões registadas em 2005 para as 800 mil milhões esperadas dentro de uma década.

A segurança continua a ser uma prioridade para a grande maioria dos CIOs, estando no topo das preocupações face à gestão do modelo de negócio e da complexidade regulatória. As empresas têm porém de conjugar a necessidade de segurança com a inovação, essencial para sobreviverem num mercado cada vez mais competitivo.

Europa a três ritmos


Numa visão a cinco anos o mercado da EMEA deverá registar uma taxa de crescimento média anual de 6,6 por cento, com o software e assinalar valores mais elevados, na ordem dos 7,1 por cento. O responsável pelo mercado da EMEA sugere porém que é necessário distinguir três ritmos diferentes de crescimento dentro da Europa, com os mercados emergentes a apresentarem taxas de crescimento mais rápidas, na ordem dos 15 por cento, enquanto um grupo de países se mantém nos 6 a 7 por cento - entre os quais o Reino Unido, Espanha e Países Nórdicos -, ao passo que a França, Alemanha e Itália não passam dos 4,5 por cento.

Jorge Coimbra admite que também em Portugal se assiste a uma recuperação, embora muito lenta, mas as taxas de crescimento previstas para o mercado nacional situam-se acima da média europeia, nos 7,5 por cento. Os indicadores portugueses para o período de 2005-2010 - que já tinham sido revelados pela IDC na semana passada - mostram que a tendência do país é inversa à da EMEA com o hardware a crescer 9,1 por cento, seguindo-se o software com 6,9 por cento e os serviços com 4,9 por cento.

"O hardware continua a crescer mais rápido, infelizmente, seguindo-se o software e serviços. E digo infelizmente porque é nestas duas últimas componentes que está a maior 'inteligência'", sublinha o responsável pela IDC Portugal, justificando que nos países mais avançados os investimentos na infra-estrutura estão estabilizados e que as empresas apostam mais fortemente nos elementos que permitem explorar o hardware, gerando inovação.

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