A Oni planeia no próximo ano atingir resultados positivos e dar mais um passo na preparação para a entrada em bolsa, que se espera para o ano seguinte. Xavier Rodriguez Martin, CEO da empresa, explicou hoje em conferência de imprensa que depois de arrumada a casa, nestes primeiros seis meses do ano, a Oni vai focar-se nos clientes corporate e tirar partido da quota de 20 por cento que tem neste mercado. Segundo ele a mais alta da Europa para um operador alternativo.



Manter o investimento na rede e criar mais infra-estrutura de fibra óptica para chegar aos clientes é uma prioridade, assim como fornecer alternativas que permitam combinar voz fixa e voz móvel e garantir uma oferta de telecomunicações em toda a linha, razão pela qual a empresa se mantém interessada em ser um MVNO. "Não estamos interessados em revender minutos de voz", mas complementar a nossa oferta, sublinha Xavier Martin.



O mesmo responsável admite também outras possibilidades para complementar a oferta sobre fibra como o BWA, tecnologia wireless que a Anacom licenciará no próximo ano e à qual a Oni pode vir a concorrer mediante as condições definidas para a atribuição de licenças.



Fora de Portugal a estratégia da empresa passa por aprofundar relações com os 50 parceiros que hoje já tem e analisar oportunidades de crescimento que podem passar pela aquisição de um operador, um integrador ou um prestador de serviço. Xavier Martin explica que já foram analisadas algumas oportunidades na Europa central, mas acrescenta que só no próximo ano a empresa deverá concretizar algum negócio. Uma das intenções dos investidores da Oni tem a ver com a replicação do modelo de negócio da Oni em Portugal noutras geografias.



A Oni anunciou hoje resultados para a primeira metade de 2007. A empresa fechou Junho com receitas totais de 80 milhões de euros, com os dados e serviços a representarem a maior fatia de facturação (47 milhões de euros, mais 5 por cento que no período homólogo).



No mesmo período o EBITDA fixou-se nos 9,5 milhões de euros, numa melhoria de 170 por cento face ao mesmo período de 2006. O resultado líquido mantém-se negativo mas melhorou 55 por cento para os 10,2 milhões de euros.



Entre Janeiro e Junho de 2007 a Oni investiu 6,8 milhões de euros no negócio e gastou 2,7 milhões de euros na renovação da empresa, custos na sua maioria associados à redução de pessoal. O ano fiscal da Oni passa a partir de agora a ter início em Julho e a terminar em Junho.



No mercado nacional a Administração Pública será uma das principais prioridades da empresa, que quer ter mais presença em concursos públicos e mais quota no sector.


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