Sobre o processo de transformação digital que as empresas portuguesas estão a passar – ao qual prefere chamar de “evolução digital” -, Hugo Abreu, country manager da Oracle Portugal, diz estar “muito otimista”. Já sobre a velocidade e capacidade de investimento o otimismo é mais moderado.

O responsável serviu-se de uma analogia com a era dos dinossauros para falar da transformação digital. “Está para cair um asteroide e vão desaparecer muitas empresas”, referiu a um grupo de jornalistas, no rescaldo do Oracle Digital Day Portugal, que decorreu esta quinta-feira no Convento do Beato.

“Claro que isto não é um processo instantâneo, mas está a acontecer” e o objetivo da Oracle é ajudar os seus clientes a fazerem essa transformação. “São eles que melhor conhecem o seu negócio”. À Oracle cabe “inovar ao nível das tecnologias que disponibilizamos, pôr essa inovação ao seu serviço para que eles façam essa transformação”. Dos clientes diretos ou através de parcerias com startups, por exemplo, acrescentou.

No conjunto de soluções para ajudar os clientes na transformação do negócio, a prioridade é dada à utilização da cloud.

Sobre o momento que o mercado português atravessa, Hugo Abreu reconhece o otimismo dos gestores, mas considera que tal espirito “nem sempre se reflete em velocidade e em investimento” e depende dos sectores em causa.

“O investimento em Portugal nos últimos quatro anos foi muito baixo. Começou a subir no ano passado prevendo-se que este ano cresça de forma mais significativa, mas tivemos quatro anos de ‘chumbo’. A maior parte das empresas esteve a tentar sobreviver”. O responsável acredita que otimismo dos gestores hoje demonstrado nos inquéritos provavelmente vai começar a ter resultados nos próximos um dois anos. “Não é uma coisa imediata”.

O negócio da Oracle em Portugal não deixou de ser afetado, admitiu. “Fomos afetados. Não sabemos como teria sido se não houvesse crise, mas curiosamente chegámos a ter bons anos”. Hugo Abreu acrescentou que a crise fez com que muitas empresas tivessem de ser mais seletivas com as suas parcerias estratégicas, acabando dar preferência à Oracle. “Houve muito mérito das equipas da Oracle em Portugal, mas também houve este efeito por parte dos clientes que em situação de crise e necessidade maior olharam à volta e fizeram escolhas para as parcerias estratégicas que realmente necessitavam”.

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