Seguindo uma tendência desligada do aumento da concorrência, os preços dos serviços de acesso à Internet através da tecnologia Wi-Fi têm vindo a baixar na Europa durante o último semestre, indica um estudo do BroadGroup, que acompanha o sector. Apesar da redução de preços verificada, o estudo mostra ainda que os valores das mensalidades e custos de utilização por hora se mantêm bastante acima dos verificados nos Estados Unidos e Ásia.



O relatório intitulado "Wi-Fi Tariffs Europe" revela que na Europa Portugal é o país com mensalidades mais baixas, enquanto a Alemanha apresenta os custos mais elevados. A tendência de redução de preços geral e a normalização em períodos de utilização standard têm beneficiado os utilizadores desta tecnologia de acesso à Internet sem fios, que se torna cada vez mais popular.



Na Europa, o preço médio praticado para 24 horas de acesso num hotspots situa-se actualmente nos 14,02 euros, revela o BroadGroup, indicando que este valor corresponde a uma média de 42 por cento dos fornecedores de serviços e à segunda maior categoria de tarifas apuradas no estudo. Em Portugal a PT Wi-Fi cobra por este período 20 euros para os clientes que não têm assinatura, sendo o mesmo preço praticado pela Vodafone no serviço WirelessLAN.



O BoradGroup afirma não existir uma aparente relação entre o aumento da concorrência a nível de fornecedores de serviços e a redução de preços, já que se verifica que em alguns países onde existem 4 e mais ISPs Wi-Fi os preços se mantêm elevados, estando o Reino Unido e a França ainda acima da média de valores praticados na Europa.



O relatório alerta para o peso que o principal fornecedor de serviço Wi-Fi assume na definição do modelo de preços em cada país. Normalmente esse maior ISP é um operador de telecomunicações e a forma como controla a distribuição de hotspots e determina os seus preços acaba por influenciar os ISPs mais pequenos, o que também demonstra a fragilidade da maioria dos modelos de negócio utilizador e a falta de um estudo de mercado efectivo.



Os operadores móveis e operadores de telecomunicações têm um peso significativo no controle dos hotspots na Europa, sendo responsáveis por 67 por cento dos pontos de acesso à Internet por Wi-Fi. Perto de 70 por cento do total de hotspots europeus localizam-se actualmente no reino Unido, Alemanha e França.

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