Depois do anúncio oficial em Outubro do ano passado, o Programa Mais está já em andamento, tendo recebido desde Janeiro 270 candidaturas de empresas portuguesas e apoiado 71 projectos que acumulam um investimento total de 8,5 milhões de euros. Embora ressalvando que ainda é cedo para avaliar o resultado da iniciativa, João Paulo Girbal, director geral da Microsoft Portugal, um dos promotores da iniciativa, acredita que nos próximos meses se vai assistir a um crescimento exponencial do número de candidaturas.




"Daqui a seis meses vamos ver quantas das empresas que submeteram projectos foram aprovadas, medindo a taxa de sucesso", adiantou João Paulo Girbal. Segundo os dados de que a Microsoft dispõe, só 4 por cento das PMEs se candidatava a fundos comunitários e apenas 1 por cento via os projectos aprovados, numa taxa de sucesso de 25 por cento. João Paulo Girbal admite que a taxa de sucesso das empresas que aderiram ao Programa Mais será maior mas não quer ainda adiantar números.



O Programa Mais reúne em parceria a Microsoft, HP, Intel, Portugal Telecom e Santander Totta com o objectivo de apoiar as PMEs portuguesas na candidatura a fundos comunitários nas áreas de Tecnologias da Informação e Comunicação, Inovação, Investigação e Desenvolvimento, Formação e Emprego e Criação de Novas Empresas. O Programa Mais (Mediação e Apoio a Incentivos e Subsídios) reúne a experiência e apoio financeiro destas empresas no acesso a informação, para além do financiamento da consultoria que permitirá às PMEs conhecerem os sistemas de incentivos comunitários disponíveis e prepararem a sua candidatura.




Durante um seminário de promoção do Programa, que decorre esta manhã em Lisboa, Carlos Zorrinho, coordenador da Agenda de Lisboa e do Plano Tecnológico, voltou a lembrar que para criar riqueza é necessário inovar e criar conhecimento num processo de aceleração permanente. Este responsável alinhou novamente a estratégia integrada que o Governo desenvolveu para esta área, com a integração dos pilares do plano de estabilidade e crescimento, o plano tecnológico e o plano do emprego, procurando "preparar o terreno" para desenvolvimento de mais empresas de excelência em Portugal.




Fazendo a análise da conjuntura actual, Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, defendeu por seu lado que os diagnósticos feitos sobre a economia portuguesa estão em grande parte errados e que é preciso "descer à terra" e apostar na especialização. Augusto Mateus traçou as três grandes soluções para ser competitivo, referindo que falta a Portugal a experiência na produção modularizada, com a criação de redes que garantam escala, e que é necessário procurar novos modelos de negócio em sectores tradicionais como o turismo.




Programa avança com promoção regional

Depois de uma primeira fase de promoção, na qual os parceiros já investiram 360 mil euros, em Março o Programa Mais iniciará a divulgação regional, no qual é apoiado por entidades locais que se juntam aos promotores do Programa, explicou João Paulo Girbal ao TeK.




Para breve está também prevista a possibilidade de entrarem mais dois ou três parceiros no consórcio, intenções que estão ainda em estudo, confirmou o director geral da Microsoft Portugal. "O nosso interesse é aumentar a visibilidade do Programa e por isso acolhemos todos os parceiros que tragam mais awareness", justificou João Paulo Girbal.

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