Os riscos de cibersegurança na Indústria e na Manufatura estão a crescer e a tornar-se mais complexos, colocando em risco as PME. Estima-se que 60% das PME que sofrem um ataque cibernético acabem por perder o seu negócio no prazo de seis meses, motivo pelo qual se torna cada vez mais importante dotar as empresas de ferramentas adequadas.

É neste contexto que surge o projeto Encrypt 4.0, uma iniciativa conjunta de criação de uma task-force para a cibersegurança na Indústria europeia. Portugal é um dos seis países que faz parte do consórcio que conduzirá o projeto, com o ISQ a liderar o desenvolvimento da Matriz de Risco de cibersegurança para empresas no setor da Manufatura, no âmbito da Indústria 4.0.

Em comunicado, Pedro Matias, presidente do Grupo ISQ, explica que a matriz “permitirá uma visão geral sistemática do cenário de risco de cibersegurança e a criação de perfis de risco precisos, em tempo real, de forma a possibilitar a adoção de medidas preventivas e a estabelecer medidas corretivas, em fábricas inteligentes”.

De acordo com o responsável, o ISQ vai também “desenvolver laboratórios de capacitação online em cibersegurança bem como uma ferramenta de acervo documental com casos reais de ciberataques que será alimentada e comentada em regime aberto”.

Citando dados do Fórum Económico Mundial, o ISQ indica que os ciberataques a infraestruturas críticas estão entre os cinco principais riscos globais, tornando-se o novo padrão em setores como energia, saúde e transporte. Por outro lado, a Manufatura está também a sofrer ataques crescentes. O cibercrime organizado está em ascensão com a sofisticação cada vez maior das ferramentas da darkweb, tornando os seus serviços mais baratos e facilmente acessíveis.

“Mas a capacidade de defesa das PME é geralmente mais fraca em comparação com as grandes empresas e os números sugerem que apenas 14% das PME afetadas recuperam sem assistência externa”, indica Pedro Matias.

Numa tentativa de manter uma vantagem competitiva ao se adaptarem às práticas da Indústria 4.0, as empresas de Manufatura investem em sistemas de controlo e consultores externos, porém, a implementação de uma abordagem integrada para a gestão de risco cibernético acaba por ser algo remetido para segundo plano.

Assim, tal como afirma Andreia Morgado, gestora do projeto, “a Matriz de Risco de Cibersegurança irá delinear indicadores-chave de risco que serão facilmente aplicados a dados em tempo real”.

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