Os dados foram divulgados hoje pela Altice e são os primeiros depois da integração no grupo francês, que tomou posse da telecom portuguesa em junho. Segundo os dados, as receitas da PT Portugal fixaram-se nos 590 milhões de euros no segundo trimestre do ano, o que representa uma queda de 7,1% face ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao primeiro trimestre deste ano a quebra foi de 0,5%.

A quebra foi sentida também no EBITDA e no free cash flow operacional, ficando os resultados operacionais nos 225,4 milhões de euros, que compara com 244,3 milhões no trimestre homólogo, enquanto o free cash flow operacional desceu para os 123,7 milhões de euros face aos 162,8 milhões registados no segundo trimestre de 2014.

No negócio móvel a perda de receitas nos planos pré-pagos de utilizadores privados levou a uma quebra de 6%, para os 145,2 milhões de euros, enquanto no sector empresarial as receitas móveis se elevaram a 52,3 milhões.

O crescimento da receita média por utilizador (ARPU) no negócio fixo, para os 33 euros,ajudou a impulsionar esta área, para receitas de 174,2 milhões de euros, mas o sector empresarial fixo teve quebras de 8,1% em resultado da parda de alguns contratos na área financiera, que não são explicitados mas que se referem pelo menos à Caixa Geral de Depósitos que se mudou para a NOS.

O comunicado refere ainda as "políticas de preço agressivas por parte de um concorrente no segmento das PME" como motivo para as perdas nesta área, recordando que as pequenas e médias empresas que representa cerca de 60% do mercado.

Os dados operacionais do negócio são também detalhados, adiantando o comunicado que no final do trimestre a PT Portugal tinha 1,9 milhões de casas passadas com fibra óptica, com um total de 2,882 milhões de unidades geradoras de receitas, leia-se clientes. No segmento móvel, a MEO atingiu 6,19 milhões de clientes, com o ARPU a fixar-se nos 7,1 euros. Neste trimestre a operadora perdeu 80 mil clientes móveis.

Os resultados da PT Portugal integram os resultados globais da Altice para este período, em que a empresa gerou receitas de 3,9 mil milhões de euros, sofrendo uma redução de 3,2% face ao ano anterior. Recorde-se que em Portugal o grupo francês detém ainda a Cabovisão e a Oni, que atingiram receitas combinadas de 36,3 milhões de euros face aos 47,7 milhões do período homólogo.

A Altice estará a avaliar propostas para a venda destas duas empresas, um dos remédios impostos para a aprovação da aquisição da PT Portugal.

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