Sem diferenciar as trocas legais das ilegais, um estudo da OCDE indica que a utilização de redes peer-to-peer nos países que fazem parte da organização cresceu 30 por cento em Abril de 2004, face a idêntico período do ano anterior. O aumento de utilização tem sido mais rápido na Europa e no Canadá. Enquanto, nos Estados Unidos a quota de swapping tem vindo a baixar, Alemanha, França e Canadá registam incrementos.



O áudio continua a liderar no tipo de ficheiros transferidos, mas começa a perder terreno para o vídeo e para o software. Em 2003, a música originou 48, 6 por cento de todos os ficheiros descarregados, quando nos anos anteriores representou sempre mais de metade dos downloads.



A tendência de substituição da música é mais acentuada no Velho Continente. No último Outono, por exemplo, na Alemanha, os ficheiros vídeo representaram 35 por cento do total de conteúdos descarregados, quando na Itália somaram 32,4 por cento e na França 26,1 por cento. Nos Estados Unidos o vídeo representou apenas 12 por cento dos downloads.



Os norte-americanos contabilizam mais de metade do número total de swappers entre os 30 países da OCDE, surgindo de seguida a Alemanha (10,2%), o Canadá (8%) e a França (7,8%). Portugal surge em 18º lugar, com 0,2 por cento.



O estudo, que faz parte de uma análise maior cujos resultados só serão publicados pela OCDE em Outubro próximo, pretende igualmente apontar as oportunidades comerciais por detrás da tecnologia peer-to-peer que segundo a organização não deve ser encarada como sinónima de download ilegal de música, como acontece na maior parte das vezes.



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