O efeito da crise económica na compra de PCs, e consequentemente na venda de processadores e semicondutores, parece estar a abrandar. Os resultados da Intel do terceiro trimestre do ano mostram alguma recuperação e conseguiram ultrapassar as previsões dos analistas.

A gigante de semicondutores e líder de mercado registou receitas de 9,4 mil milhões de dólares (cerca de 6,3 mil milhões de euros), subindo 15% face ao segundo trimestre de 2009, embora numa comparação ano a ano as perdas se elevassem a 8%, recuando dos 10,2 mil milhões de dólares assegurados na altura.

A Intel garante que este foi o maior crescimento registado nos últimos 30 anos entre o segundo e o terceiro trimestre do ano. Os lucros situaram-se nos 1,9 mil milhões de dólares e a margem bruta da empresa subiu 7 pontos, para os 57%.

Ainda em Agosto a Intel tinha garantido que o mercado de PCs estava a recuperar, revendo em alta as suas previsões.

Mas a crise não está totalmente ultrapassada. Entre os contributos negativos para estes resultados contam-se não só a quebra de vendas em número de processadores, mas também no preço, um efeito do crescimento do mercado de netbooks, que usam processadores Atom, mais baratos do que os novos Intel Core, os Centrino e Pentium.

Há que ter, porém, em conta que a retoma das vendas de computadores esperadas no último trimestre com o impacto do lançamento do Windows 7 e com a época de Natal, já pode estar a contribuir para as vendas, porque os fabricantes estão já a preparar os produtos que vão estar nas lojas.

Num webcast para analistas, Paul Otellini, presidente e CEO da Intel, lembra que estes resultados mostram como a informática é importante na liderança de uma retoma económica e admite que este “momentum” dá confiança para as perspectivas futuras da Intel. Para o quarto trimestre a empresa espera resultados de 10,1 mil milhões de dólares, com uma margem de mais ou menos 400 milhões, e uma subida da margem bruta para os 62%.

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