Após quinze meses sem registar qualquer subida, a Nokia divulgou hoje um crescimento nas suas
vendas relativo ao período coincidente com o terceiro trimestre do ano,
tendo ainda registado um aumento dos lucros que se situou no extremo superior
das expectativas do mercado. Isto numa altura em que os seus novos modelos de
telemóveis a cores ajudaram a aumentar a quota de mercado da fabricante
finlandesa, apesar do fraco estado da indústria.

Os lucros por acção durante o terceiro trimestre, excluindo ganhos e
despesas, ascenderam 13 por cento para os 18 cêntimos de euro, em comparação
com o mesmo período do ano passado, tendo este valor superado as
expectativas de analistas do mercado que apontavam para entre os 15 e os 17
cêntimos.

A companhia finlandesa afirmou que espera obter lucros por acção entre os 23
e os 25 cêntimos no quarto trimestre, comparado com os 24 cêntimos que
registou há um ano atrás. Com base no lançamento de novos modelos com ecrãs
a cores, a Nokia espera que as suas vendas representem um montante entre os
8,9 e os 9,2 mil milhões de euros, em relação aos 8,79 mil milhões
verificados há um ano atrás.

A Nokia não reviu a sua estimativa anterior de 400 milhões relativa ao
número total de telemóveis que serão comercializados durante todo o ano de
2002. A empresa afirma que vendeu 37 milhões de unidades durante o terceiro
trimestre, representando um crescimento de 17 por cento face a 2001, tendo
ainda divulgado que a sua quota de mercado relativa às vendas de aparelhos
móveis cresceu na Europa e na África, mas desceu ligeiramente na América do
Norte. A empresa tinha previsto que a sua quota global no mercado de telemóveis iria aumentar em 2002 em relação aos 37 por cento do ano passado.

Em relação às suas duas principais unidades, enquanto que a Nokia Networks registou uma quebra
quer nas vendas brutas - uma descida de sete por cento para 1,55 mil milhões
de euros - e nos lucros operacional - 80 milhões de euros contra 155 milhões
de euros no ano passado, a Nokia
Phones
viu as suas vendas anuais aumentarem sete por cento em termos
anuais para 5,63 mil milhões de euros e os lucros operacionais subido 25 por
cento em relação ao ano passado.

Um dia antes, a IBM apresentou resultados
que ultrapassaram ligeiramente as expectativas dos analista, mesmo se tenha
registado uma descida nos lucros de 18 por cento, dando razão à aposta da
companhia nos serviços e no software como forma de sobreviver à
descida dos investimentos em tecnologia.

A gigante de informática registou um lucro operacional de 99 cêntimos de
dólar por acção ou 1,69 mil milhões de dólares (1,72 mil milhões de euros),
ligeiramente acima da estimativa dos analistas de 96 cêntimos e mais um
cêntimo em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita originada pelas
actividades continuadas da companhia foi de 19,8 mil milhões de dólares
(20,15 mil milhões de euros), o que corresponde a um crescimento nulo face
ao terceiro trimestre de 2001 e pouco acima das estimativas do mercado.

Os números relativos às actividades continuadas excluem os resultados do
negócio de drives de discos rígidos, que a IBM vendeu à Hitachi, e uma despesa contra lucros
relacionados com essa transacção. A receita bruta da IBM, incluindo a
unidade de drives de discos rígidos, foi de 1,3 mil milhões de
dólares (1,32 mil milhões de euros) ou 76 cêntimos por acção, uma descida
em relação aos 1,60 mil milhões de dólares (1,62 mil milhões de euros) ou 90
cêntimos por acção, no mesmo período do ano passado.

A divisão de Global Services da companhia representou 45 por cento dos
ganhos totais da IBM no trimestre, tendo as receitas desta unidade aumentado
2,4 por cento para os 8,9 mil milhões de dólares (9,05 mil milhões de
euros). A este negócio acrescentou-se a recente aquisição da
PriceWaterhouseCoopers Consulting no valor de 3,5 milhões de dólares (3,56
mil milhões de euros).

Quanto às receitas da divisão de hardware, a segunda maior da IBM,
desceram um por cento para os 6,8 mil milhões de dólares (6,92 mil milhões
de euros), tendo as receitas de software descido 2,9 por cento para
3,11 mil milhões de dólares (3,16 mil milhões de euros). A unidade de
microelectrónica perdeu apenas 17 milhões de dólares (17,3 milhões de
dólares) contra os 140 milhões (142,5 milhões de euros) do segundo
trimestre.

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