Poucos compromissos na Cimeira da Sociedade da Informação

Ocupando as agendas nos primeiros dias de Dezembro, a Cimeira da Onu sobre a Sociedade da Informação acabou por não trazer grandes novidades, remetendo os temas mais quentes para 2005, em Tunes, onde se realiza a segunda parte desta conferência. O principal tema em discussão foi a forma de combater o alargamento do chamado “fosso digital”, ou seja a diferença de acesso à Sociedade da Informação entre países ricos e pobres. Portugal esteve representado em Genebra (Suiça) pelo ministro-adjunto do Primeiro-ministro, José Luís Arnault, pelo gestor da UMIC, Diogo Vasconcelos, e representantes dos ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Segurança Social. Jorge Sampaio, presidente da República, falhou o evento por razões de saúde juntando-se a outros altos representantes como o Chanceler alemão Gerhard Schroeder, o presidente brasileiro Lula da Silva, ou Fidel Castro.
Apesar da ausência de alguns dos chefes de estado que tinham confirmado a sua presença na Cimeira, estivera juntos 170 países que assinaram uma declaração de princípios com 29 pontos, correspondentes a planos de acção que devem contribuir para alargar os benefícios das tecnologias aos países mais pobres.
A declaração de princípios enfatiza a importância do uso das telecomunicações, da Internet, dos telemóveis e da tecnologia em geral no desenvolvimento da economia mundial e no crescimento dos países mais pobres. Ao mesmo tempo responsabiliza os governos de cada país participante a agir de acordo com alguns princípios, entre os quais a ideia de que a tecnologia é um veículo de desenvolvimento da sociedade e crescimento económico e que só o acesso generalizado à tecnologia à tecnologia poderá produzir efeitos em determinada sociedade. Porém o documento foi já criticado por ser demasiado generalista e não definir linhas de acção práticas para solucionar os problemas.
2003-12-10 - Cimeira Mundial da Sociedade Informação discute fosso digital sem autorizar fundos especiais

2003-12-12 - Declaração de princípios une países presentes na Cimeira da SI

Tribunal volta a ilibar Jon DVD
Confirmando a decisão de um tribunal de instância menor logo no início do ano, em Dezembro o Tribunal de Apelo de Oslo ilibou Jon Johansen, o jovem hacker norueguês conhecido por Jon DVD, das acusações de facilitar a cópia ilegal de DVDs através do programa que criou para quebrar o sistema de protecção.
Esta era a segunda tentativa da indústria de Hollywood para processar Jon DVD na Noruega, mas os acusadores não conseguiram provar que o programa de Johansen - DeCSS - tenha sido usado por terceiros para a cópia ilegal. O painel de sete juízes e peritos técnicos foi unânime em decidir que Johansen é livre de copiar os DVDs que adquira legalmente, uma decisão que faz história na já longa discussão sobre este tipo de utilização de software para cópia de dispositivos protegidos por sistemas anti-pirataria.
2003-01-08 - Hacker norueguês ilibado da acusação de pirataria de DVDs
2003-12-24 - Johansen ilibado da acusação de pirataria de DVDs pela segunda vez

Vendas de PCs superam expectativas
O comportamento do mercado no último trimestre do ano contribuiu para a revisão em alta das vendas no mercado de computadores em 2004. A IDC aumentou a sua estimativa de um crescimento de 10,2 por cento para os 11,4 por cento, uma boa notícia para o mercado depois de crescimentos de apenas um dígito.
Também o balanço final de 2003 deverá ser mais positivo do que era esperado, contabilizando a IDC vendas de 152 milhões de unidades para um total de 175 mil milhões de dólares. No total o mercado deverá apresentar um crescimento de 11,4 por cento contra os 8,4 inicialmente previstos.
2003-12-12 - IDC revê em alta previsões de vendas para PCs em 2004

EUA com nota negativa na segurança
Um relatório de avaliação à segurança das redes informáticas de departamentos e agências norte-americanas deu nota negativa à maioria das instituições, apesar da situação ter melhorado face a 2002. Para além da apreciação global negativa, alguns organismos apresentaram pior desempenho em 2003 do que no ano anterior, e só duas instituições foram consideradas excelentes em termos de segurança.
Defendendo que esta falta de cuidado na segurança tem de ser revista, o relatório de um comité da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos afirma que os responsáveis por estes organismos têm de reconhecer que este é um problema real e merecedor de uma solução imediata.

2003-12-10 - Agências federais continuam a proteger mal as suas redes informáticas

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2003 - O ano da espera

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