Os números foram comunicados à CMVM ontem ao final do dia e abrem perspetivas positivas, contrariando as previsões dos analistas e as condições pouco favoráveis da economia neste período.

Em comunicado, Ângelo Paupério, CEO da Sonaecom, realça que “apesar do contexto recessivo e das limitações à ação competitiva impostas pelo processo de fusão, a atividade dos negócios manteve-se em linha com as melhores expectativas, com destaque para a boa performance da WEDO e da Optimus que permitiram a continuação da evolução positiva da nossa rentabilidade.”.

O volume de negócios consolidado da holding ascendeu a 194,1 milhões de euros, numa quebra de 4,1% face ao mesmo período de 2012, o que a empresa justifica com a queda das tarifas reguladas (de terminação e roaming) na Optimus, que teve um impacto de 4,4 milhões de euros nas receitas da empresa. Se for excluído este impacto, o volume de negócios diminui1,9%, sendo este “devido ao ambiente de austeridade, que afeta o consumo das famílias e empresas”.

A Sonaecom regista um aumento das receitas no negócio fixo da Optimus e na área de Sistemas de informação, embora reconheça que não foi suficiente para compensar esse efeito

Em número de subscritores de serviços móveis a Optimus atingiu os 3,51 milhões de assinantes, destacando o facto de o número de clientes 4G ter mais do que duplicado em relação ao último trimestre de 201, mas sem nunca referir números.

Esta foi uma das bandeiras da Optimus nos primeiros três meses do ano, com o lançamento do iPhone 5, que a operadora sustentou que funcionava de forma mais eficiente na sua ede 4G devido às frequências sintonizadas pelo smartphone.

Em termos de receitas de dados a Sonaecom garante que já representam 31% das receitas de serviços, sendo que a evolução foi impulsionada pela adoção de smartphones, que compensou parcialmente o fim do programa e-iniciativas.

A receita média por clientes móveis (ARPU) neste trimestre continuou a baixar, sendo agora de 11 euros, menos um euro que em 2012. Segundo a empresa, esta evolução deveu-se a uma combinação de menores receitas de interligação e uma menor faturação média por cliente.

Sistemas de Informação em crescendo

Na área dos sistemas de informação e software, que fica de fora da projetada fusão com a Zon, a Sonaecom regista também uma evolução positiva, embora não em todas as empresas.

A aposta no reforço da internacionalização das tecnológicas da holding foi reforçada, o que ajudou ao aumento da rentabilidade, com uma subida de 43,3% do EBITDA para os 3,5 milhões de euros e aumento das receitas de serviços em 24,4%, atingindo um valor recorde.

A WeDo Technologies é a empresa que mais cresce, com as receitas internacionais a aumentarem 60,1%, representando já 80,9% do volume de negócios total da empresa. Mas a Mainroad regista também uma evolução positiva, com um crescimento de 2,7% no EBITDA, ao contrário da Bizdirect, que foi mais afetada pelo ambiente macroeconómico e apresentou quebras no volume de negócios, apesar do crescimento do negócio internacional que já representa mais de 25% da faturação.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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