A Sun Microsystems anunciou recentemente que pretende cortar em nove por cento a sua força de trabalho total e que os seus resultados financeiros relativos ao primeiro trimestre do ano fiscal - que terminou no dia 30 de Setembro - não vão atingir as previsões iniciais da empresa.



Baseando-se em dados financeiros preliminares, a companhia de hardware e software prevê que o valor das suas receitas se situe entre os 2,7 e os 2,9 mil milhões de dólares (entre 2,945 e 3,163 mil milhões de euros ou entre 590,45 e 634,16 milhões de contos) e, no que toca aos dividendos operacionais, uma perda de cinco a sete cêntimos por acção (10,9 e 15,3 escudos).



Tendo terminado o seu ano fiscal em Junho deste ano com cerca de 43 mil empregados, a empresa vai agora ter que gastar 500 milhões de dólares (545,37 milhões de euros ou 109,33 milhões de contos) no despedimento de 3900 funcionários. De acordo com a Sun, a origem desta diminuição das suas expectativas e dos despedimentos está no fraco investimento tecnológico actual e nos ataques terroristas de 11 de Setembro.



Em meados de Agosto, a Sun tinha já reduzido as suas estimativas para o trimestre fiscal que terminou em Setembro. Nessa altura, a empresa avisara que o baixo nível de vendas no Japão e na Europa tornariam a obtenção de lucros no primeiro trimestre improvável. Os analistas, por sua vez, previam que a companhia obtivesse um lucro de dois cêntimos (4,3 escudos) por acção tendo por base vendas de 3,7 mil milhões de dólares (4 mil milhões de euros ou 809,1 milhões de contos), segundo refere a C|NET.



Em paralelo, o Departamento do Trabalho do governo dos Estados Unidos anunciou também que a economia nacional perdeu em Setembro o maior número de postos de trabalho desde Fevereiro de 1991, durante a última grande recessão económica. No mês passado, as empresas norte-americanas despediram 199 mil funcionários. Comparativamente, em Agosto a economia do país tinha registado a perda de 84 mil postos de trabalho.



Este valor não incluiu ainda os efeitos dos atentados do dia 11, uma vez que o estudo termina a meio do mês. O governo explicou que o registo completo das perdas de emprego provocadas por este acontecimento só surgirá no relatório de Outubro.



Nos serviços de informática, o emprego subiu ligeiramente em Setembro, depois de ter diminuído durante os dois meses anteriores. A taxa global de desemprego permaneceu, porém, nos 4,9 por cento, uma marca ainda historicamente baixa que se justifica pelo facto de um maior número de pessoas ter entrado no mercado de trabalho.



Os serviços de computadores e de processamento de dados, contrariaram a tendência negativa e registaram um aumento de quatro mil empregos, ou 0,1 por cento no mês passado. Actualmente este sector possui uma mão de obra total de 2,2 milhões de trabalhadores. Em Agosto, tinha perdido nove mil postos de trabalho. O recrutamento na área das tecnologias da informação continua ainda 3,4 por cento acima do valor verificado em Setembro de 2000.



Os fabricantes de computadores despediram seis mil funcionários, ou seja, 1,7 por cento da sua mão de obra, para uma força total de trabalho na ordem dos 344 mil empregados. Em Agosto, tinham já eliminado três mil postos. Em comparação com o mesmo período do ano passado, este sector diminuiu o emprego em 5,5 por cento.


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