O segundo relatório europeu de acompanhamento do programa i2010 revela que o investimento público e privado em Tecnologias da Informação e Comunicação, na União Europeia, está a dar frutos. De acordo com os números divulgados, entre 2000 e 2004 as TIC foram responsáveis por 50 por cento do crescimento da produtividade da UE. Olhando para um período mais recente, mantém-se a relevância do sector e destaca-se a performance dos serviços de software e de TI, que entre 2006 e 2007 cresceram 5,9 por cento.



O investimento das empresas em soluções mais maduras e dos cidadãos (20,1 milhões de novas linhas de banda larga contratadas entre Janeiro e Outubro de 2006) a novos serviços deram o grande impulso para este crescimento.



"As tecnologias estão a impulsionar a inovação e a produtividade e há sinais de mudanças radicais nos mercados e no comportamento dos utilizadores, à medida que a Europa avança para uma economia baseada no conhecimento", resume um comunicado de imprensa.



Viviane Reding, comissária europeia para a Sociedade da Informação, alerta no entanto para algumas falhas que terão de ser corrigidas ao longo dos próximos anos. As falhas na regulamentação são o principal aspecto apontado pela responsável, que justifica desta forma as deficiências ainda patentes no aproveitamento das economias de escala e as dificuldades de consolidação de um mercado de serviços pan-europeus.
O relatório sublinha ainda os progressos alcançados ao nível da investigação e o reforço, no âmbito do 7ºPrograma Quadro, das verbas aplicadas à I&D para as TIC, 9 mil milhões de euros.



Portugal tem baixa penetração de banda larga, com excepção das escolas



Em relação a Portugal, a Comissão Europeia sublinha os progressos feitos no ano passado em termos de penetração da banda larga, sem deixar de referir o atraso deste indicador relativamente às médias europeias.



Positivamente, o relatório destaca a adopção dos serviços de terceira geração móvel (como já referia o 12º Relatório das Comunicações Electrónicas), como uma das mais altas da Europa.



No que se refere ao eGov, o documento sublinha a abundância de serviços para as empresas, sem deixar de referir a baixa taxa de utilização dos serviços públicos online, sobretudo pelos cidadãos. Sublinha-se também a existência de uma proporção significativa de utilizadores avançados.



A banda larga nas escolas é referida como um ponto positivo a favor de Portugal, que apresenta uma penetração da tecnologia acima da média neste universo. Da mesma forma, o número de professores que usam PC para dar aulas está também acima da média da UE.



A formação é apontada como ponto menos positivo, assim como a utilização das TIC nas empresas, indicador que nos últimos anos evoluiu progressivamente, mas em 2006 abrandou.



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