No dia em que se estreou em bolsa (18 de maio de 2012), as ações do Facebook tinham um preço de 38 dólares, que por breves minutos ainda aumentou até aos 42 dólares. Hoje o valor unitário das ações ronda os 26 dólares, menos de 30% que o valor de estreia há um ano, mas o número já foi mais preocupante.



Em setembro do ano passado, as ações da empresa chegaram a valer 17,73 dólares, um percurso atribulado que, felizmente para os acionistas, não reflete a performance da empresa ao longo do último ano, deixando uma réstia de esperança de que o investimento na empresa pode não ter sido tão mau como parece.



Ainda assim, continuam por resolver um conjunto de questões que já há um ano assumiam destaque nas análises dos analistas de mercado: o Facebook continua a crescer em número de utilizadores de forma impressionante, mas está por estruturar um modelo de negócio que permita traduzir isso em receita e lucro.



No último ano a empresa deu vários passos nesse sentido e reforçou a aposta naquela que considera ser uma das áreas de maior potencial na construção de um modelo de negócio rentável: os telemóveis.



Redesenhou as aplicações para plataformas móveis, uma aposta que teve como principal objetivo garantir que a experiência de utilização do serviço na plataforma era igual no PC ou no dispositivo móvel, condição essencial para tornar atrativa a oferta cada vez maior de serviços e jogos disponibilizada por parceiros.



Os resultados confirmam o sucesso da tarefa. No final do primeiro trimestre 751 milhões, entre os 1,1 mil milhões de clientes da rede social, acediam ao serviço através de dispositivos móveis, uma realidade que também não é alheia à generalização do acesso a planos de dados móveis com tráfego ilimitado. O crescimento do número de utilizadores móveis do Facebook aumentou 54% face ao período homólogo.



No primeiro do ano a rede social apresentou ainda receitas de 1,5 mil milhões de dólares, num crescimento de 38% face ao mesmo período do ano passado. São boas notícias para os investidores da empresa, mas o caminho a percorrer até aos valores de saída de ações, que atiravam o valor da empresa para os 100 mil milhões de dólares, continua a ser longo.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

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