A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) anunciou que o negócio da música digital online cresceu 40 por cento ao longo de 2007 atingindo um volume de negócios na ordem dos 2,9 mil milhões de dólares, ou seja, 15 por cento do total angariado pela indústria.



No balanço referente ao ano passado apurou-se que, no ano passado, foram descarregadas de forma legal 1,7 mil milhões de canções, num crescimento de 53 por cento do que no ano passado



Mesmo assim, a associação indica que os ganhos não são suficientes para colmatar as perdas geradas pela pirataria online. Pelos cálculos da IFPI, por cada música adquirida de forma legal são descarregadas 20 de forma ilícita.



O relatório publicado pela federação refere que a China é o pais onde existe maior percentagem de utilizadores a fazerem o dowload ilegal de músicas digitais - 99 por cento -, enquanto na Europa a maior taxa de pirataria vai para Espanha e Holanda, com uma taxa de descargas ilegais na ordem dos 35 e dos 28 por cento, respectivamente.



Em comunicado, a IFPI refere que o crescimento do mercado de música online não compensa a quebra das vendas de discos. Por este motivo, solicita a Governos e à União Europeia que instaurem medidas que levem os ISPs a assumir um papel mais activo na protecção da música digital.



A federação pretende ainda que os operadores de serviços de Internet controlem o tráfego de música sem licença desligando as ligações dos clientes que efectuem descargas em serviços ilegais.



A IFPI elogia também o plano de luta contra a pirataria adoptado pelo governo de Nicolas Sarkozy em França e os impulsos dados no Reino Unido, Suécia e Bélgica.



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