Nos dois primeiros trimestres do ano, o mercado de NFT gerou receitas de 2,5 mil milhões de dólares. O valor apurado pela DappRadar reflete a ascensão quase meteórica destes ativos no último ano. Na primeira metade de 2020 tinha valido 13,7 milhões de dólares.

Os mercados mais populares neste tipo de transações continuam a bater recordes de vendas, como o OpenSea, que no último mês de junho registou novo crescimento para valores à volta dos 150 milhões de dólares, quando há um ano praticamente não tinha negócio.

O SAPO TEK já preparou um guia para entender a loucura dos NFT e tem dado conta de alguns ativos digitais que têm sido comercializados.

Os números são divulgados pela Reuters, que também cita o site Nonfungible.com, agregador das transações com a Ethereum, para dizer que a cada semana há 10 a 20 mil pessoas a comprar NFT, mais do que novas pessoas a fazer NFTs.

Este site também fez as contas às receitas com as vendas de NFTs desde o início do ano, mas como o critério é mais restrito (exclui transações baseadas em serviços DeFI - finanças descentralizadas) apurou um valor de 1,3 mil milhões de dólares.

Ainda assim, uma e outra conta podem não representar o valor real do mercado, porque ambas as fontes contabilizam apenas transações realizadas completamente numa blockchain, o que não inclui as vendas realizadas em leilões, por exemplo, por onde têm passado alguns dos maiores negócios nesta área.

Um NFT, ou token não fungível, é um ativo digital numa blockchain, a mesma tecnologia que está na base de criptomoedas como Bitcoin ou Ethereum. Funciona como uma espécie de certificado, que pode ser atribuído a um determinado conteúdo digital: de peças de arte únicas a cartas colecionáveis de videojogos. O comprador de um NFT fica com uma “prova” da sua propriedade numa base de dados descentralizada.

Clique nas imagens para ficar a conhecer alguns dos NFTs mais caros

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