As vendas de computadores, contabilizadas à saída de fábrica, voltaram a cair no primeiro trimestre deste ano, pela primeira vez depois de ultrapassado o período de recessão que acompanhou a crise económica, avançam as empresas de estudos de mercado. Não é só o interesse nas alternativas móveis, como os tablets, que está por trás do decréscimo de 3,2 por cento no mercado mundial de PCs, afirma a IDC, que refere também factores como o comportamento cauteloso por parte das empresas e o fraco interesse dos consumidores.

O aumento do preço do petróleo e matérias-primas e as repercussões do sismo no Japão poderão ter também contribuído para fazer com que o mercado global de computadores voltasse, no primeiro trimestre de 2011, aos resultados negativos, quando comparado com o período homólogo, acrescentam os analistas da consultora.

A fraca procura por parte do mercado de consumo foi considerada o principal inibidor de crescimento pelos analistas da Gartner, embora, segundo as contas desta consultora, a quebra tenha sido de apenas 1,1 por cento.

"Os baixos preços para os PCs destinados ao consumo, que vinham estimulando o crescimento, deixaram de atrair os compradores. Em vez disso, os consumidores dirigiram a sua atenção para os tablets e outros dispositivos da electrónica de consumo", afirmou o principal analista da Gartner, Mikako Kitagawa. Falta agora determinar se é de esperar que tendência tenha um efeito no mercado de PCs a longo prazo, acrescentou.

Já Jay Chou, analista da IDC, defende que "as consequências dos acontecimentos no Médio Oriente e Japão continuam pouco claras", destacando antes tendências como a "computação suficiente", que, segundo afirma, se tornou uma "firme realidade", apontando exemplos como os mini notebooks e os tablets.

"Apesar de ser tentador culpar apenas os tablets", outros factores, como os maiores ciclos de vida dos PCs e a falta de novas experiências atractivas neste campo, desempenharam papéis igualmente importantes nos fracos desempenhos apresentados, acrescentou outro dos responsáveis da IDC, Bob O'Donnell.

Num cenário de declínio, a HP continua a ser apontada por ambas as consultoras como a fabricante com maior fatia do mercado global: 17,6 por cento, segundo a Gartner, e 18,9 por cento, de acordo com as contas da IDC. Apesar de também ter registado quebras, a empresa terá enviado para as lojas 15,19 milhões de unidades, lê-se no quadro da IDC.

[caption]Top 5 vendas mundiais - IDC[/caption]
Fonte: IDC

Para a Europa (EMEA), foram distribuídos 5 milhões de computadores, segundo a Gartner, numa contagem que atribui à HP 14,8 milhões de unidades despachadas a nível mundial.

[caption]Top 5 vendas mundiais - Gartner[/caption]
Fonte: Gartner

Se olhando para os números da IDC, à HP se seguem a Dell, Acer, Lenovo e Toshiba (as últimas com desempenhos positivos de 16,3 e 3,8 por cento, respectivamente), a Gartner aponta para um segundo lugar ocupado pela Acer, seguida pela Dell, Lenovo e Toshiba (aqui com crescimentos de 16,6 e 5,3 por cento).

Na tabela para a Europa (EMEA - Europa, Médio Oriente e África), o domínio pertence também à HP, seguida da Acer, Dell, Asus e Lenovo.

[caption]Top 5 vendas para a EMEA - Gartner[/caption]
Fonte: Gartner

Destaque ainda, no mercado norte-americano, para a presença da Apple entre o Top 5, aparecendo nas contagens de ambas as consultoras com crescimentos na ordem dos 18,9 por cento (Gartner) e 9,6 por cento (IDC), face ao período homólogo.

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