A Vodafone já está fora da corrida à compra da ONI. A operadora liderada por António Carrapatoso terá considerado muito elevado o preço das propostas apresentadas pelos seus concorrentes e optado por desistir do negócio, avança a edição de hoje do Diário Económico.




De acordo com o jornal, mantêm-se no negócio um fundo de private equity internacional e a Ar Telecom, braço para as telecomunicações da SGC de Pereira Coutinho que terão apresentado propostas com o dobro do valor oferecido pela Vodafone, informação que a empresa opta por não confirmar.




A venda da ONI é uma prioridade da EDP, principal accionista da operadora, desde a tomada de posse da nova administração liderada por António Mexia. A eléctrica planeava concluir o negócio até final da primeira quinzena de Outubro, ou mesmo antes disso, o que até agora ainda não terá sido concretizado.




A EDP tem defendido a existência de vários interessados na compra da ONI onde se incluíram vários fundos internacionais, a Tele2, a Vodafone e a Ar Telecom. A maioria dos interessados já estará fora da corrida, mantendo-se agora a disputa entre a Ar Telecom e um dos fundos de private equity.




A ONI terminou o primeiro semestre com uma redução de prejuízos na ordem dos 14 por cento para os 30,8 milhões de euros e resultados operacionais de 2,8 milhões de euros. Acumula cerca de 100 mil clientes na voz, dos quais 40 mil também acedem a serviços de Internet.




Da lista de accionistas da empresa que acumula uma dívida de 285 milhões de euros fazem também parte o Millenniumbcp com uma posição de 23,06 por cento, a Brisa com 17,18 por cento e a Galp Energia com 3,16 por cento. Todos pretendem alienar posições.

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