O Clix foi a única empresa do grupo SonaeCom que não deu um contributo positivo para o EBITDA da SonaeCom no segundo trimestre de 2004. A sub-holding da Sonae na área das telecomunicações, tecnologia e media revelou hoje os resultados apurados entre Abril e Junho, período em que o Volume de negócios cresceu 12 por cento, relativamente ao período homólogo, e onde o EBITDA melhorou em 59 por cento, atingindo os 55 milhões de euros.



O resultado líquido após minoritários foi positivo e atingiu os 6 milhões de Euros, em comparação com o Resultado Líquido negativo de 4 milhões de Euros registado em período homólogo do ano anterior, salienta a empresa em comunicado. Este é o segundo trimestre consecutivo com resultado líquido após minoritários positivos, depois de vários períodos consecutivos no vermelho.



Porém, os resultados líquidos financeiros foram negativos em 5,7 milhões de Euros no 2T04, num aumento significativo em relação ao trimestre homólogo, o que a empresa explica principalmente pelos custos associados ao refinanciamento da Optimus.



A empresa de comunicações móveis é a principal contribuinte para o volume de negócios consolidado, com um peso de 70 por cento, embora a SonaeCom refira qie os outros negócios têm vindo a aumentar gradualmente o seu contributo para o total de receitas. É ainda destacado que para a margem EBITDA da Optimus, que se situou nos 32 por cento, contribuiu o benefício pontual das receitas associadas ao Campeonato Europeu de Futebol, que se situou nos 3,5 milhões de Euros.


Em termos operacionais a Optimus registou um aumento de 7 por cento nas receitas geradas por clientes, onde o roaming assumiu um peso significativo. A empresa detinha no final do primeiro trimestre 2.093 mil clientes, com uma receita média por cliente de 24,5 euros, mas adianta que estes valores não são comparáveis com o período homólogo por ter implementado no final do primeiro trimestre uma política mais restritiva em relação aos seus clientes registados e ainda melhorias nos sistemas de activação, no que respeita aos pacotes de minutos para o mercado das PMEs.



A operadora fixa Novis registou uma subida de 23 por cento nas receitas de serviços totais no primeiro semestre de 2004, quando comparado com o período homólogo. Como acontecimentos importantes realça-se o facto da Novis ter começado a gerir o tráfego internacional da Optimus a partir de Janeiro de 2004 e de ter incorporado a KPNQwest Portugal, que contribuiu com cerca de dois meses de receitas no segundo trimestre.



O cenário desenhado para o Clix já é mais negativo. Como se pode ler em comunicado "resultado das inúmeras restrições à concorrência no mercado residencial de banda larga, erguidas pela PT, durante o primeiro semestre de 2004, o Clix continuou a registar uma acelerada redução dos seus clientes, tráfego e receitas de banda estreita". A empresa que gere o negócio de Internet para os clientes residenciais dentro do grupo conseguiu poupanças de 21 por cento em relação ao trimestre homólogo e de 12 por cento em relação ao trimestre anterior, mas essas foram suficientes para compensar a perda de receitas de acesso pelo que, no período, o Clix registou um agravamento da sua margem EBITDA negativa para 12 por cento.

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