De fora é difícil apurar com rigor todas as áreas do Grupo PT onde o Linux e o software open source são utilizados como peças fundamentais de projetos internos e de serviços aos clientes, ou como elementos coadjuvantes. Como noutros grandes Grupos, com múltiplas empresas e marcas, existem vários exemplos a apontar.

Uma das áreas onde o open source é usado é na equipa Pulso da PT, onde “praticamente todos os projectos são desenvolvidos sobre tecnologias open source”, confirma fonte da empresa.

Esta equipa dedica-se à monitorização em tempo real de sistemas e tecnologias de informação, de processos e fluxos de negócio, de call centers e linhas de atendimento e de serviços de rede, tanto do ponto de vista da qualidade de serviço como do ponto de vista da segurança.

A escolha de software open source é clara “porque nos permitem mais facilmente acompanhar de muito perto o que de melhor se faz em software a nível mundial, especialmente nas grandes universidades e grandes centros de pesquisa”, justifica a mesma fonte.

A agilidade no processo de desenvolvimento é outra das vantagens apontadas. tendo acesso a todo o código fonte e a muita documentação relevante podemos mais rapidamente fazer as alterações necessárias e suficientes para os nossos objectivos. Num sistema proprietário isso é normalmente impraticável.

E claro, os custos não deixam de fazer parte da equação quando são avaliadas as opções.

Entre as tecnologias usadas contam-se o Linux (Debian), MySQL, Ruby e Ruby on Rails, Active MQ e Camel, Apache e Tomcat, Perl, Java, CoffeeScript / JavaScript, Esper e LifeRay

Estas suportam projectos de grande relevo para a empresa, como o Pulse/Clientes em Linha (CeL) para monitorização em tempo real de Linhas de atendimento em grandes Call Centers; o Pulse/QoS para monitorizar em tempo real a qualidade de serviço em grande ecossistemas aplicacionas; o Pulse/Worms para descoberta automática e classificação de “worms” e “malware” em grandes redes empresariais; e o Backlog, uma aplicação Web da PT para gestão de todos os pedidos de desenvolvimento de sistemas de informação, entre outras.

A coexistência com software proprietário é feita “sem qualquer problema”. “Mesmo o software proprietário, se for de qualidade, suporta interfaces abertas de integração. Hoje não é um problema técnico”, sublinha fonte da PT.

Dos telemóveis aos datacenters
Falar de open source na PT passa obrigatoriamente pela referência ao SAPO, o portal que nasceu sob o espírito e a cultura do software open source e o Linux e hoje a realidade não é muito diferente, como adiantava recentemente, em entrevista ao TeK, Celso Martinho, um dos fundadores do SAPO e CTO do projecto.

A equipa de engenharia interna do SAPO desenvolve muitos serviços com base em tecnologias abertas, da Internet à televisão o MEO e aos telemóveis.

O lançamento do SAPO a5, o telemóvel Android com de marca própria, é um bom exemplo de como a equipa teve capacidade de “mexer” no código e fazer alterações que diferenciam o equipamento, para além das muitas aplicações que têm sido lançadas para a plataforma patrocinada pela Google.

Entre as referências no Grupo PT conta-se também a implementação de Red Hat Enterprise Linux na área de gestão de serviços de IT, anunciada pela Red Hat a nível internacional, e a aplicação de SugarCRM na gestão da plataforma de clientes da Uzo, a marca de serviços móveis low cost.




Nota de redação: Ao longo dos últimos dias temos registado no TeK diversos casos de implementação de projectos open source em Portugal, uma iniciativa que assinala o vigésimo aniversário do Linux.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Nota da Redação [2]: Foram corrigidas duas gralhas no texto.

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