A Administração de Combate à Droga dos EUA (DEA) tem alegadamente um programa de controlo de telecomunicações com um raio de ação superior aos programas de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA).

O Hemisphere Project como é conhecido, segundo escreve o New York Times, permite que a DEA tenha acesso a registos telefónicos com seis anos, bem como aos respetivos metadados das comunicações realizadas. O acesso às telecomunicações é feita em parceria com a operadora de telecomunicações AT&T e tem como argumento o combate aos cartéis de drogas.

Todos os dias o número de chamadas registadas e o volume de dados aumentam, fazendo com que o programa da DEA possa ser inclusive maior que a rede de espionagem realizada pela NSA - que só terá acesso às chamadas realizadas nos últimos cinco anos.

A AT&T terá mesmo fornecido treino específico a alguns funcionários para que possam trabalhar em colaboração direta com os agentes do organismo anti-droga norte-americano. A DEA usa supostamente intimações para ter acesso aos dados telefónicos que consideram relevantes para o caso que estão a seguir.

O programa destaca-se pelo acesso que dá a entidades de âmbito local a uma vasta rede de registos telefónicos, enquanto no caso da NSA o programa de vigilância é de âmbito nacional.

Em nenhum momento do relato do New York Times é dito que a privacidade dos utilizadores é violada, como já foi referido a propósito dos programas da Agência Nacional de Segurança norte-americano.

O jornal revela ainda que o controlo de comunicações para combater o negócio da droga é um ato recorrente nos EUA, mas diz ainda que o Hemisphere Project tem sido mantido o mais secreto possível pelo raio de ação que pode atingir.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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