Os Emirados Árabes Unidos vão restringir a utilização dos smartphones Blackberry às funcionalidades de telefone a partir do próximo mês de Outubro. Segundo a imprensa internacional, a vizinha Arábia Saudita prepara-se para adoptar medidas semelhantes.

O conjunto de proibições nos Emirados Árabes Unidos, em vigor a partir de 11 de Outubro, aplica-se ao envio e recepção de emails e à navegação na Internet e afectarão tanto os habitantes, como os visitantes que se desloquem ao país.

Para pôr em prática as medidas, o Governo alega motivos de segurança, referindo que os Blackberry podem ser usados como sistema de comunicação entre terroristas para planearem atentados. Os dados dos BlackBerry são encriptados e enviados através de routers para o estrangeiro e, por isso, difíceis de monitorizar pelas autoridades locais.

Visto “por fora”, há quem considere que esta é mais uma forma de o Governo endurecer o controlo do fluxo de informação, uma vez que as autoridades já bloqueiam de forma rotineira o acesso a sites e a outros meios que, na sua opinião, transmitam conteúdos contrários aos valores islâmicos ou possíveis de causar mal-estar político.

A RIM já veio criticar a decisão, sugerindo aos seus clientes locais, com contrato com a operadora Etisalat, que não aceitem um software que lhes chega por SMS na forma de uma actualização. Segundo a fabricante dos Blackberry, trata-se de uma espécie de programa de espionagem que faz com que os dados sejam enviados para um servidor específico.

Espera-se agora que Riad anuncie oficialmente medidas idênticas, depois da notícia ter sido avançada pelo The New York Times. Entre os Emirados e a Arábia Saudita, as medidas poderão afectar mais de um milhão de utilizadores, existindo perto de 500 mil clientes BlackBerry no primeiro caso e cerca de 700 mil no segundo.

Nota de redacção: O texto foi corrigido em algumas gralhas, tal como apontado pelos nossos leitores.

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