Ao contrário do que o Governo pretendia, as Câmaras Municipais continuam a recusar a associação ao programa e-escolinha através do pagamento da factura de Internet para o acesso em casa dos utilizadores.

De acordo com uma notícia de hoje do Diário de Notícias, as autarquias não estão dispostas a pagar estes custos, o que fará com que sejam os cofres do Estado a arcar com a responsabilidade de compensar o investimento das operadoras.

O jornal adianta que a proposta era que as autarquias pagassem 300 euros pela ligação dos alunos em casa, sendo 50 euros destinados ao modem e 250 euros à ligação à Internet, mas não refere durante quanto tempo. Várias autarquias contactadas pelo Jornal recusaram esta possibilidade referindo que o custo é “elevado” e “incomportável”

Os números referidos pelo DN indicam que neste momento estão inscritos no programa 230 mil utilizadores que pretendem receber o Magalhães, o que corresponde a menos de metade dos 500 mil pretendidos, e que só foram até agora entregues 35 mil portáteis em todo o país.

Ao final do dia o Ministério da Educação emitiu um desmentido desta notícia, afirmando que esta continha "erros e contradições". Segundo a nota enviada à imprensa, o Ministério reforça que as próprias autarquias manifestaram interesse em colaborar no programa e-escolinha, pagando as ligações à Internet.

"Uma vez que o acesso à Internet neste programa é facultativo, e no sentido de o garantir a todos, em igualdade de circunstâncias, não apenas na escola, mas também em casa, o ME, através das direcções regionais de Educação, convidou as autarquias a associar-se ao programa como parceiros, comparticipando a ligação à Internet, focando especialmente nos alunos provenientes de famílias economicamente mais desfavorecidas", indica o documento.

O modelo proposto prevê a comparticipação total ou parcial da ligação de banda larga, podendo cada autarquia escolher entre as duas opções.

O Ministério sublinha ainda que "já há muitas autarquias que demonstraram interesse em participar no programa, nomeadamente com a comparticipação total dos computadores Magalhães e ligação à Internet para todos os alunos do seu concelho", mas não refere quais.

Nota da Redacção: A notícia foi corrigida na referência ao número de portáteis Magalhães já entregues, que é 35 mil.

[2008-12-30 10:51] A notícia foi actualizada com informação entretanto divulgada pelo Ministério da Educação.

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