As mudanças introduzidas pelas operadoras da rede móvel relativamente às taxas aplicadas nas chamadas para o apoio ao cliente "não são aceitáveis de maneira nenhuma", até porque "vêm penalizar os consumidores por questões que são da responsabilidade das empresas", na opinião de Jorge Morgado, secretário-geral da Deco.

Citado pelo Expresso , o responsável considera que existe "uma estratégia para acabar com o contacto directo dos consumidores com as empresas, que começou com a redução de balcões" e implicou o encaminhamento dos clientes para os call-centers. “Agora dificultam o contacto nos call-centers, tornando-o oneroso", salienta.

Desde o início do mês passado que a TMN e a Vodafone estão a cobrar 20 cêntimos por cada chamada para o serviço de apoio ao cliente e a Optimus deverá passar a fazê-lo em breve.

Os subscritores das duas redes móveis que já cobram pelo serviço queixam-se de que não foram avisados da mudança, embora as operadoras garantam o inverso.

Em declarações ao semanário, a TMN assegura que a alteração foi comunicada com uma antecedência de 30 dias, através de informação na factura ou mensagem, e que foi feita no âmbito da actualização dos valores das tarifas em vigor desde o dia 1 de Março. A alteração é justificada com a necessidade de oferecer um serviço melhor.

A Vodafone salienta que o serviço de apoio ao cliente não era gratuito para a maioria dos utilizadores antes de 5 de Março, altura da mudança efectuada pela operadora. A partir dessa data, as chamadas passaram a custo zero sempre que direccionadas para o serviço de atendimento automático, sendo apenas pagas as chamadas atendidas por um assistente, garante a operadora.

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