A recuperação da economia permitirá que o mercado de telemóveis mantenha as taxas de crescimento de anos anteriores, reforçando mesmo essa tendência. Segundo um estudo divulgado pela In-Stat/MDR o aumento da procura vai atingir este ano níveis mais elevados que no ano anterior, quer para os mercados emergentes, quer nos mercados maduros.


As previsões da consultora de tecnologia apontam para que fabricantes como a Samsung, a LG e a Sony Ericsson sejam os maiores beneficiados por esta tendência. A Nokia, por seu lado, mantém a liderança do mercado, mesmo depois de dois trimestres a perder terreno devido a falhas no portfólio de equipamentos e à concorrência forte de outros fabricantes no segmento médio do mercado.



Segundo a In-Stat, a liderança do ranking vai manter-se nas mãos da fabricante finlandesa que poderá voltar a perder terreno para as concorrentes, mas sem por em causa a liderança do mercado a favor da rival mais directa, a Motorola.



Para os fabricantes de menor dimensão as previsões são pouco optimistas. No mercado asiático algumas marcas menos relevantes estão condenadas ao desaparecimento, enquanto na Europa a Alcatel terá um peso cada vez menos relevantes.



No que respeita às previsões globais para o ano fiscal de 2004, a consultora aponta para um crescimento nas vendas de equipamentos de 10,6 por cento - o que corresponde a 591 milhões de unidades colocadas no mercado e que permitirá gerar uma receita de 98 mil milhões de dólares. Ao nível da base de clientes esta deverá crescer 14,5 por cento face ao ano anterior, impulsionada pelo crescimento forte de mercados emergentes como a Índia, Europa de Leste e América Latina.



Os principais factores de crescimento apontados pela In-Stat relacionam-se com a generalização de equipamentos com câmara com resolução entre 1 e 2 megapixels, taxas de elevadas de substituição de equipamentos nos mercados maduros e um aumento da procura de terminais de gama média e com design em concha.



Para acompanhar a tendência de crescimento do mercado a principal fabricante mundial tem anunciadas um conjunto de medidas que visam suprir as falhas no seu portfólio e recuperar a quota perdida nos dois primeiros trimestres de 2004. Recorde-se que entre Abril e Junho a Nokia diminuiu as receitas em 5 por cento, reduzindo a quota de mercado para 31 por cento (segundo números da empresa que não coincidem com os dados das consultoras, menos optimistas).



A unidade de telemóveis da fabricante finlandesa facturou menos no último período embora as vendas nos mercados emergentes estejam a aumentar. A concorrente Sony Ericsson, que foi a última a entrar no mercado e a roubar terreno às marcas instaladas usando uma estratégia de aposta no imaging e funcionalidades multimédia, terminou o segundo trimestre com receitas de 1,5 mil milhões de euros, num crescimento de 34 por cento face ao período homólogo.




Há algumas semanas também a IDC apresentou previsões para 2004 apontando para vendas acima dos 500 milhões de unidades, pela primeira vez na história da indústria.



As previsões da IDC apontam para que a procura de terminais de GPRS e UMTS sejam os principais dinamizadores do mercado mundial, já que são equipamentos com câmara digital incluída, uma das funcionalidades mais apreciadas pelos utilizadores.




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