Além da Portugal Telecom apresentaram propostas para a construção e exploração de uma rede de nova geração na região centro a Visabeira, associada à PT, a Sonaecom, em consórcio com a DST e uma empresa de Leiria, a Triplenet, de acordo com o Jornal de Negócios.

Ao diário, um responsável da Visabeira esclareceu que a proposta visa a construção de uma rede aberta a todos os operadores, o que aliás é uma condição obrigatório do concurso.

O concurso para a construção e exploração de redes de alto débito na zona centro é um entre vários que o Governo lançou para levar as redes de nova geração às zonas do país menos apelativas para os operadores, quando desenvolverem as suas redes de fibra óptica, ou outras, observando objectivo de retorno financeiro rápido.

As propostas vencedoras terão apoio de fundos comunitários, ainda não se sabe exactamente em que medida. Mário Lino, ministro das obras públicas transportes e comunicações, frisou quando apresentou o concurso que é critério de selecção a competitividade das propostas em termos de preços.

Nas propostas, os candidatos terão ainda de assegurar que vão oferecer ligações com um débito superior a 30 Mbps. Não há uma tecnologia privilegiada.

A DST, que vai a concurso com a Sonaecom, entra no procedimento com a experiência de desenvolvimento de outras infra-estruturas de alto débito em três regiões do país.

É a empresa que está a assegurar a construção de duas das quatro redes de fibra óptica financiadas pela Comissão Europeia em Portugal no âmbito das redes comunitárias - uma iniciativa idêntica àquela que agora suporta financeiramente o concurso, suportada no anterior programa quadro - na região do Minho. É também responsável pelo projecto que quer levar a fibra a 99 por cento dos portuenses nos próximos cinco anos.

A Triplenet é segundo o Jornal de Negócios uma empresa formada por um ex-quadro da Pluricanal, empresa entretanto absorvida pela Zon e cuja candidatura ao concurso conta com o apoio da Zon.

Recorde-se que dias antes do fecho do período para entrega de candidaturas, o procedimento gerou polémica quando veio a público que a PT tinha recebido do Governo a garantia de que podia manter a confidencialidade de partes da sua proposta, ao contrário do que acontece com os restantes candidatos, que a partir de hoje - data de abertura das propostas - têm de deixar ver os detalhes da sua candidatura por outros candidatos.

Nota de Redacção: As três propostas concorrentes foram aceites a concurso pelo juri.

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