A Comissão Europeia revelou hoje os dados que constam da edição 2011 do Digital Agenda Scoreboard, o índice que resume o desempenho dos países no uso das TIC. Em 2011 Portugal voltou a ficar abaixo da média europeia no que se refere à penetração da banda larga fixa: 21,6% nacionais contra os 27,7% apurados para a UE. Na banda larga móvel o cenário é idêntico: a penetração é de 27,5% e a divergência face à média europeia de 15,6 pontos percentuais.



Já no que se refere aos débitos das ligações de Internet, Portugal fica melhor na fotografia. Por cá 77,5% dos utilizadores de serviços de banda larga usam ligações de 10 Mbps ou acima disso. Portugal destaca-se neste caso pela positiva já que a média de utilizadores com ligações acima dos 10 Mbps fica 29,1 pontos percentuais acima da média europeia.



Os mesmos dados mostram que 12,3% dos internautas portugueses tiram partido de ligações entre os 30 e os 100 Mbps e que 1,3% usam serviços com mais de 100 Mbps.



Entre ligações fixas e móveis, 51% da população portuguesa usa a Internet com regularidade (pelo menos uma vez por semana), mais 4% que no ano anteriores, menos 16% que a média europeia de 68%. 41% da população continua sem usar a tecnologia.



À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, o governo eletrónico continua a dar a Portugal um lugar de destaque neste European Scoreboard. O país registou a terceira maior percentagem de crescimento na utilização deste tipo de serviços pelos cidadãos, embora continuando atrás da média europeia: em Portugal usam serviços públicos eletrónicos 37%; na UE a 27 41%.



Na utilização do comércio eletrónico Portugal também segue atrás da média apenas com 18% da população a fazer compras online. Outro dado apurado é o de investimento em investigação, que entre 2010 e 2011 aumentou para 386 milhões de euros.



As TIC na UE


Em termos globais o estudo conclui que a banda larga é de acesso universal na região, com 95% dos europeus a garantirem acesso a uma ligação fixa de Internet em banda larga. A Internet móvel, por seu lado, chega a 217 milhões de europeus, num crescimento de 62% face aos dados apurados no ano passado.


Quase 70% dos europeus (68%) usam a Internet regularmente - 15 milhões contactaram com a tecnologia pela primeira vez em 2011 - e 170 milhões frequentam as redes sociais.




O estudo também identificou preocupações, como o facto de cerca de metade dos europeus não deter competências suficientes na área das Tecnologias da Informação e Comunicação para dar resposta ao desenvolvimento das atividades apoiadas nesta área, que continuarão a aumentar nos próximos anos representando 700 mil oportunidades de emprego já em 2015. De acordo com os números oficiais 25% da população europeia não sabe de todo usar as TIC.



O comércio eletrónico também continua a ser motivo de preocupação para a CE, que sublinha o facto dos negócios eletrónicos continuarem a não conseguir saltar fronteiras e serem pouco usados pelas PMEs, que assim deixam de potenciar novos canais de negócio.



A diminuição dos índices de investimento em investigação e desenvolvimento e os preços das comunicações em roaming, que continuam altos, merecem igualmente uma nota de preocupação.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




Cristina A. Ferreira

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