A aplicação é uma espécie de máquina do tempo, que permite viajar pela capital e descobrir como já foram alguns dos seus locais mais emblemáticos ou revisitar eventos históricos. O conceito foi aplicado primeiro a Lisboa, mas é muito provável que em breve venha a fazer o mesmo com outras cidades portuguesas e europeias. Eduardo Vieitas, CEO da IT People, garante que interessados existem.


O mesmo responsável explicou ao TeK, numa entrevista, que embora a realidade aumentada, tecnologia usada nesta aplicação, seja uma aposta antiga da empresa, não está no centro do negócio, que neste momento é impulsionado sobretudo pelas atividades na área dos projetos fechados e outsourcing.


A internacionalização é uma das prioridades do grupo para 2014, ligada àquelas áreas de atividade. Relevante continua também a ser o desenvolvimento de novos produtos. Uma das áreas que o grupo tem vindo a explorar é a do shop experience, os primeiros resultados desse trabalho devem ser visíveis já este natal, revelou Eduardo Vieitas.



TeK: A Realidade Aumentada tem sido uma área de forte investimento para o grupo e que está ligada a boa parte da oferta. Como é que as empresas portuguesas olham para estas tecnologias? Tem sido necessário fazer também algum trabalho de evangelização para levar estes produtos ao mercado?
Eduardo Vieitas:
A IT People já trabalha com a área de realidade aumentada há vários anos, desde 2009. Nessa altura, naturalmente, foi necessário um trabalho muito intensivo de evangelização, até porque o tema realidade aumentada estava conotado com projetos muito complexos e que implicava um grande investimento financeiro para os realizar. A IT People criou uma plataforma baseada nesta tecnologia de realidade aumentada (NextReality) que permite entregar projetos em pouco mais de uma semana. O mercado já percebeu que é possível trazer este tipo de tecnologia para o mercado das PME, com baixo custo e com resultados muito interessantes no seu negócio.

[caption]Eduardo Vieitas, CEO da IT People[/caption]

TeK: Em que áreas e para que fins a realidade aumentada, e nomeadamente as vossas tecnologias, são hoje mais valorizadas/procuradas pelas empresas?
Eduardo Vieitas:
Neste momento, todas as áreas de marketing, como agências digitais e departamentos de marketing, perceberam que é preciso inovar e diferenciar da concorrência quando querem fazer lançamentos de novos produtos e serviços. Temos sentido que as nossas tecnologias, sobretudo no processo de ativação de produto, têm sido muito utilizadas, pois temos soluções baseadas no conceito de realidade aumentada integradas com 3D que permitem às empresas diferenciarem-se da concorrência e fazer campanhas inovadoras e facilmente mensuráveis. Temos também tido um excelente feedback e receção por parte de empresas que até há pouco desconheciam a existência destas tecnologias e que registaram as grandes mais-valias que estas podem dar à comunicação da sua empresa.

TeK: A vossa oferta cobre outras áreas e não se esgota na realidade aumentada. De onde vem hoje a maior parte da vossa faturação?
Eduardo Vieitas:
A área de projetos fechados e de outsourcing são as duas que mais peso financeiro têm na IT People. No entanto, a área de realidade aumentada está a ganhar cada vez mais visibilidade e está agora a gerar um volume de negócio que nos está a permitir crescer.

TeK: A suportar as inovações que vêm lançando, há um Centro de Inovação e Desenvolvimento. Que investimento anual fazem nesta estrutura, quantas pessoas lá trabalham e qual/ quais os projetos principais deste centro neste momento? Estão a desenvolver novos produtos?
Eduardo Vieitas:
Temos neste momento seis pessoas a trabalhar em investigação e desenvolvimento. Estamos este ano a criar a nossa Fábrica de Software na Covilhã, onde já temos instalações, e onde vamos colocar mais quatro pessoas, que se juntam assim às outras seis que já trabalham connosco. No total, teremos 10 pessoas ligadas à área de Investigação e Desenvolvimento em 2015.
A nível de novos produtos, estamos a desenvolver um conjunto de novas soluções orientadas para o shop experience. Trata-se de um leque de soluções que pretende tornar a experiência da compra numa experiência única. Neste momento não podemos revelar mais pormenores, pois os termos de confidencialidade assim o exigem. Apenas podemos revelar que estamos a preparar o lançamento de projetos para a época natalícia, que decerto vão tornar a experiência da compra num feito inesquecível.

TeK: A internacionalização é um dos grandes objetivos do grupo. Já fazem negócios fora de Portugal? Representam quanto na vossa faturação?
Eduardo Vieitas:
Sim. A nível europeu, possuímos negócios em Espanha, Dinamarca e Brasil. Desenvolvemos também projetos para Angola, nomeadamente o desenvolvimento de aplicações mobile. Por motivos de confidencialidade, não podemos relevar o peso dos mesmos na faturação.

TeK: Para este ano quais os grandes objetivos em termos de internacionalização: mercados, produtos, estratégia?
Eduardo Vieitas: Para este ano, o objetivo mantém-se a nível de novos mercados, ou seja, o estudo dos mesmos e a angariação de parceiros que estejam tão interessados em inovação quanto a IT People. Temos como grande target o Brasil, mas também temos acompanhado de perto o mercado macaense, que é também de grande interesse para nós. A nível europeu, o mercado espanhol, dinamarquês e suíço estão também em estudo.

TeK: Estavam à procura de parceiros no mercado brasileiro, como está esse processo?

Eduardo Vieitas:
Sim, é esse o nosso grande objetivo no momento. Já identificámos um parceiro para Rio Grande do Sul, que preenche os requisitos que achamos serem os necessários para trabalharem connosco. Temos também em vista outros parceiros, nomeadamente para São Paulo e Rio de Janeiro, mas estamos ainda à procura de mais parceiros nestas áreas específicas. Procuramos empresas que atuem na área digital. Alguém que consiga olhar para as nossas soluções e utilizá-las para se valorizar no mercado brasileiro. Não estamos à procura de um simples integrador. Queremos sim alguém que sinta que a IT People vai trazer mais-valias às soluções que já tem, pois apenas assim esta parceria tem sentido. Tem sido um trabalho duro e moroso, mas estamos prontos a colher frutos deste trabalho.

TeK: Lançaram em junho a aplicação Rewind Cities. É possível fazer um balanço da recetividade ao produto? Que planos têm para esta app, chegar a outras cidade, reforçar a oferta de conteúdos?

Eduardo Vieitas:
Na Rewind Cities aplicámos o conceito da Realidade Aumentada no sector do Turismo. Foi uma solução muito bem recebida pelo mercado, nomeadamente pelos turistas. Neste momento, temos interesses de outras cidades nacionais e também de duas cidades europeias, que querem aplicar este conceito de turismo.

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