Florin Talpes, presidente e fundador da Bitdefender, falou com o TeK para explicar as principais apostas estratégicas da companhia, em termos de tecnologias e também ao nível dos mercados.


O responsável admite que Portugal não é um mercado prioritário para a empresa, mas garante que é um mercado importante no qual a presença da Bitdefender tem crescido. A companhia romena quer explorar mais esta tendência e uma das estratégias é apostar mais no mercado empresarial.



No ano em celebra dez anos e faz um rebranding da imagem, a Bitdefender aponta baterias para o mercado internacional da segurança, mantendo o foco na segurança do PC, mas aumentando o investimento em I&D também nas áreas do mobile, dos tablets e no universo de utilizadores Mac, a crescer rapidamente nos últimos anos.



TeK: Qual a posição atual da Bitdefender no mercado global e como está a evoluir essa presença?

Florin Talpes:
Enquanto empresa privada não divulgamos essa informação. No entanto, posso adiantar que estamos num momento de forte crescimento do número de utilizadores das nossas tecnologias, quer no que se refere ao mercado de consumo, quer no segmento de negócios.

[caption]Florin Talpes - Ceo Bitdefender[/caption]

TeK: Quais são os principais objetivos da companhia no médio prazo?

F.T.:
No mercado de consumo o nosso objetivo é continuar a crescer na base instalada, através das nossas soluções para PC, MAC e Mobile, mas também no conjunto de ferramentas de acesso gratuito que temos disponíveis no mercado, como Safego, a nossa solução de segurança para as redes sociais. Recentemente também lançámos o Bitdefender Security for Virtualized Environments que é uma aposta forte no setor empresarial de médias e grandes empresas.
Em termos de mercados estamos a olhar para os BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China), enquanto queremos manter a tendência de crescimento da utilização das nossas soluções em mercados onde já temos mais presença como a Europa e na América do norte.



TeK: E Portugal que lugar tem hoje na estratégia da Bitdefender?

F.T.:
Portugal não está entre os mercados prioritários que elegemos. No entanto, consideramos que é um mercado importante no contexto europeu no qual já asseguramos uma posição interessante no mercado do retalho e onde temos intenção de continuar a crescer. Pretendemos fazê-lo quer através de novos acordos de distribuição, quer desenvolvendo a nossa presença no mercado corporate.

TeK: Que estrutura dá suporte à Bitdefender? Quantos empregados têm a companhia e como se organiza em termos de centros de I&D?

F.T.:
O nosso centro nevrálgico está na Roménia. Temos sede em Bucareste e mais dois escritórios na capital igualmente dedicados à investigação e desenvolvimento e à deteção de ameaças. Contamos também com escritórios regionais nos Estados Unidos, em Silicon Valley e na Flórida e na Europa já temos presença direta na Alemanha, Reino Unido e Espanha.



TeK: Quanto investe a companhia anualmente em investigação e desenvolvimento?

F.T.:
O nosso compromisso é desenvolver tecnologia e produtos líderes de mercado pelo que o investimento em investigação e desenvolvimento é sempre uma prioridade para nós. A nossa verba anual para I&D representa mais de 25 por cento do investimento total.


TeK: E quais são as prioridades dessa investigação?

F.T.:
A segurança do PC continua a ser central para nós, quer no que se refere ao mercado de consumo, quer no mercado de empresas. Continua a ser um domínio em constante mudança, com novos vetores de ameaças como os media sociais e o desafio emergente que é garantir a segurança de ambientes virtualizados. Muito importante é também a segurança num conjunto de áreas mais recentes como os móveis, tablets ou Mac.


TeK: A Bitdender celebra este ano a sua primeira década de vida. Nesse percurso o que aponta como principal desafio e maior vitória?


F.T.:
A maior dificuldade foi conseguirmos reunir as competências e o conhecimento adequado para gerir as vendas e o marketing global. Em oposição, não foi muito difícil encontrar na Roménia recursos humanos técnicos brilhantes para nos ajudarem a desenvolver as nossas tecnologias e inovações.

Cristina A. Ferreira

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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