http://imgs.sapo.pt/gfx/242117.gifA abertura de um escritório em Portugal não será com certeza para já. Não que a Trend Micro não esteja satisfeita com o negócio gerado pelo mercado nacional, mas diz que a parcerias com o canal tem funcionado muito bem e contribuído para o crescimento contínuo que se tem vindo a verificar, salientou Carlos Marcos, director de vendas da Trend Micro para Espanha e Portugal, numa entrevista ao TeK, através de email.




No pequeno conjunto de respostas que forneceu, Carlos Marcos não falou apenas do negócio nacional, fazendo igualmente a análise das últimas ameaças de segurança informática surgidas. Os worms Bagle e Netsky foram por isso temas incontornáveis, ao que se juntou também "algum" spam e spyware.



TeK: Podemos dizer que o sector da segurança informática no mercado ibérico é muito competitivo?

Carlos Marcos:
O mercado da segurança informática é muito amplo, tanto a nível mundial, como a nível ibérico e a concorrência é a mesma em todos os lugares. Em alguns países certas empresas são mais fortes que outras e vice-versa. Mas se olharmos aos relatórios da IDC poderemos ver que o sector dos anti-vírus está nas mãos de três grandes players, entre os quais a Trend Micro.


TeK: É possível avançar dados de quota de mercado para Portugal ou falar sobre a representatividade no negócio para o total ibérico?

C.M.:
Dado que a Trend Micro é uma multinacional cotada em bolsa, não é possível divulgar dados numéricos. Posso contudo indicar que o mercado português, embora de dimensão mais reduzida que o espanhol, tem grande importância para nós, ocupando o terceiro lugar a nível de facturação depois de Madrid e Barcelona.


TeK: Mas a sua importância ainda não justifica a abertura de escritório em Portugal?

C.M.:
Graças à nossa estrutura de canal, com parceiros muito profissionais, podemos chegar a todo o mercado português e responder às necessidades dos nossos clientes. O ponto principal é o apoio mútuo aos nossos parceiros e o contacto diário com o seu trabalho quotidiano. Graças ao canal e ao trabalho conjunto temos conseguido manter um crescimento contínuo em Portugal.


TeK: Quem são os vossos principais clientes ou que sectores estão mais representados no negócio Trend Micro em Portugal?

C.M.:
A Trend Micro em Portugal está muito posicionada na área das telecomunicações, transportes, banca, seguros e universidades.



TeK: Olhando para as ameaças informáticas mais recentes, que análise lhe ocorre fazer dos worms Bagle e Netsky?

C.M.:
A tenacidade dos seus criadores, motivada muito possivelmente pela rivalidade entre os grupos que originaram cada um dos códigos, causou prejuízos elevados. A característica principal destas duas ameaças é que os seus criadores foram sempre alterando a sua forma de propagação, desde o reenvio através de um email sem attachment, a anexar ficheiros .vbs - este último um método que há muito não se utilizava.


TeK: Face aos vírus que têm circulado, qual será a evolução provável do malware e que tipo de vírus poderemos ver surgir no curto prazo?

C.M.:
A evolução possivelmente continuará em redor dos worms, que melhoraram as suas infecções, suportando novos protocolos, assim como novas formas para enganar o utilizador levando-o a crer que os seus fins não são maliciosos. A tecnologia que poderá estar mais propensa a ataques no futuro é a dos dispositivos móveis, que cada vez são mais populares, além de terem mais possibilidades de programação (Java, etc) e melhores comunicações (GSM, wireless, infra-vermelhos).

TeK: Que desafios colocam os novos e futuros vírus às empresas de
segurança informática?
C.M.:
O desafio que se coloca à indústria anti-vírus é o de impedir que os utilizadores se vejam afectados pelas novas ameaças. Isto passa por educar todos eles sobre a importância de ter sempre um antivírus actualizado em todos os equipamentos, assim como salientar a necessidade de manter actualizados os patches dos sistemas operativos e das aplicações que se utilizem. Isto é vital para minimizar a propagação dos futuros worms, de modo a que não se convertam em ameaças graves.




TeK: O que é que pode levar a que Portugal surja na lista de países mais afectados sempre que surge um novo vírus, como aconteceu com o Sobig ou com o Netsky?


C.M.:
Muito possivelmente, a razão para que isso aconteça poderá estar relacionada com o facto dos vírus utilizarem em grande medida o idioma inglês, que em Portugal é um idioma de grande difusão, comparativamente ao resto da Europa. De igual modo, esta característica ajuda a que Portugal seja um alvo mais fácil para as campanhas de spam.



TeK:Além dos vírus, o spam juntamente com o spyware também fazem parte das actuais preocupações com a segurança informática. Na sua opinião, qual seria a resposta a dar para resolver estes dois crescentes problemas?

C.M.:
Actualmente, estes são dois problemas cada vez mais graves para os utilizadores, cuja única opção actualmente é a de instalar um sistema de segurança sólido, que lhes permita fazer frente a essas ameaças.




Patrícia Calé

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